Período Intertestamentário(400 anos)
PERÍODO INTERTESTAMENTÁRIO(400 anos)
O que aconteceu entre os 400 anos de silêncio entre o Antigo e o Novo Testamento?
Nossa linha do tempo começa por volta do ano 430 a.C. A Judéia permanecia como província do Império Persa que havia permitido o retorno dos exilados e a reconstrução do Templo décadas antes. Em Jerusalém, Neemias concluiu sua tarefa de reconstruir os muros da cidade trazendo ordem e segurança. Paralelamente o sacerdote Esdras restaurou o lugar central da Lei de Deus na vida do povo. Neste contexto, viveu Malaquias, a última voz profética do período do Antigo Testamento. Sua mensagem foi uma repreensão severa contra um sacerdócio que se tornou corrupto, e um povo cuja adoração era cínica e vazia. A Aliança aparecia rompida pela indiferença, inclusive as palavras finais de Malaquias foram uma promessa misturada com uma advertência, apontando para o Messias vindouro, e para o precursor que prepararia o Seu caminho, antes que viesse “o grande e terrível dia do Senhor.” Após Malaquias, a voz profética cessou, ou seja, nenhum profeta canônico se levantou em Israel pelos próximos 4 séculos. Mas o silêncio de Deus na revelação profética não significou Sua inatividade na História, ao contrário, a Providência Divina estava trabalhando de forma intensa para preparar o cenário mundial. Por mais de 1 século a Pérsia governou, mas uma nova força estava surgindo no Ocidente. Em 332 a.C., Alexandre o Grande, da Macedônia, em sua implacável campanha militar, varreu o Império Persa. Ele conquistou a região da Judéia, que se submeteu sem grande resistência. Alexandre não foi apenas um conquistador militar, mas um promotor fervoroso da cultura helênica. Seu objetivo era unificar o mundo sob a língua, a filosofia e os costumes gregos. Esta foi uma das mudanças culturais mais significativas da história humana. Porém, o império de Alexandre foi efêmero. Após sua morte prematura, seus generais lutaram brutalmente pelo controle. Em 320 a.C., apenas 12 anos após a conquista de Alexandre, Ptolomeu I, um dos generais que dividiu o império após a morte de Alexandre, tomou Jerusalém. Com isto, a Judéia iniciou um longo período sob o domínio da dinastia ptolomaica, que governava a partir de Alexandria, no Egito. Sob seu controle a Judéia experimentou relativa estabilidade, embora continuasse sujeita a tributação e influência cultural estrangeira. Os judeus começaram a dispersar mais mutuamente, com várias comunidades estabelecendo-se em Alexandria e outras cidades helenísticas. Enquanto isso, em 312 a.C., outro general de Alexandre, Seleuco I, fundou o que viria a ser o Império Selêucida ao norte, na região da Síria e Babilônia. Estabelecendo um poder rival, que definiria os próximos séculos. Esta rivalidade entre ptolomeus e selêucidas colocaria a pequena Judéia numa posição geopoliticamente vulnerável, situada entre dois grandes poderes entre constantes conflitos. Mas pelos 100 anos seguintes, de 301 a mais ou menos 201 a.C., a Judéia permaneceu sob o controle dos ptolomeus. A diáspora, ou seja, a dispersão dos judeus cresceu, enquanto o helenismo continuou se expandindo por toda aquela região. Inclusive, nesse tempo, Alexandria tornou-se o maior centro intelectual judaico fora da terra de Israel. Foi neste contexto que ocorreu um dos eventos mais providenciais para o pano de fundo da história bíblica. Por volta de 280 - 250 a.C., em Alexandria, os judeus, que agora falavam grego como língua principal, sentiram a necessidade de ter suas Escrituras no idioma do Império, afinal, muitos já não dominavam mais o hebraico. Iniciou-se assim o projeto de traduzir o Pentateuco, os cinco livros de Moisés, do hebraico para o grego. Esta foi a origem da Septuaginta, que é a tradução grega da Escritura Hebraica. Inclusive, ao longo dos séculos seguintes, os restantes dos livros do Antigo Testamento, também foram traduzidos. Antigas lendas contam que 72 eruditos teriam realizado esta tradução em 72 dias. Daí o nome Septuaginta, que significa setenta. Sobre isto podemos dizer que talvez o Pentateuco até tenha sido traduzido num curto período, mas a verdade é que a obra foi completada em etapa, ao longo de várias décadas. Seja como for, o propósito humano era claro, alimentar a fé dos judeus da diáspora. Mas o propósito soberano de Deus era ainda maior, Ele estava preparando a Sua Palavra na língua universal da época. A língua em que o Novo Testamento seria escrito e na qual o Evangelho seria pregado aos gentios de Roma à Índia. Inclusive, esta tradução foi a Bíblia usada pelos cristãos primitivos, e a versão das Escrituras mais citadas pelos apóstolos no Novo Testamento. Mesmo durante este vácuo profético a criatividade religiosa judaica não cessou. Entre aproximadamente 250 a.C., e as primeiras décadas da Era Cristã, uma vasta literatura judaica foi produzida. Muitas dessas obras são os textos hoje chamados de apócrifos ou deuterocanônicos: Tobias, Judite, Eclesiástico, Baruque, I e II Macabeus. Além de literaturas para bíblicas como parte de I Enoque, e escritos apocalípticos. Estas obras refletem o desenvolvimento teológico judaico durante o PERÍODO INTERTESTAMENTÁRIO. Embora não seja reconhecidas como canônicas pela tradição protestante, elas fornecem informações valiosas sobre o contexto histórico, o pensamento, as lutas e as esperanças do povo judeu neste período. Simultaneamente, outro desenvolvimento literário importante estava em andamento. Muitos textos bíblicos foram reunidos e copiados meticulosamente por escribas judeus, na região da Judéia e em outros centros. Esta coleção de escritos foi preservada posteriormente por comunidades locais, provavelmente associadas aos essênios, e mais tarde depositadas em cavernas às margens do Mar Morto antes da revolta judaica que culminou na queda de Jerusalém em 70 d.C. Estes, seriam os Manuscritos do Mar Morto, redescobertos apenas no século XX, que incluem além de cópias de textos bíblicos, comentários, regras comunitárias e escritos apocalípticos. A instabilidade relativa sob os ptolomeus egípcios terminou de forma abrupta. Ao norte, os selêucidas sírios estavam ganhando força. Por volta de 200 a.C., o rei selêucida Antíoco III derrotou os ptolomeus, na batalha de Paneas. A Judéia passou então ao controle selêucida. O domínio que antes era tolerante agora estava sob o controle de uma dinastia que se tornaria agressiva e opressora. Inicialmente, Antíoco III tratou os judeus com considerável generosidade, concedendo-lhes certos privilégios e isenções fiscais, reconhecendo suas leis ancestrais. Contudo, esta situação favorável não durou muito. A situação chegou ao ponto de ebulição com o reinado de Antíoco IV Epifânio, entre 175 -164 a.C. O seu próprio nome, Epifânio, significava “deus manifesto”, uma declaração de sua arrogância blasfêmia. Com o tempo, Antíoco Epifânio não ficou satisfeito em apenas governar os judeus. Ele decidiu erradicar a fé judaica e por o helenismo à força. Ele interferiu no sumo-sacerdócio, vendendo cargo para o maior lance. Então, entre 167 - 164 a.C., a opressão tornou-se total. Antíoco Epifânio proibiu a prática do judaísmo, a guarda do sábado, a circuncisão e a posse de cópias da Torá tornaram-se crimes capitais.
O clímax da sua tirania ocorreu em 167 a.C., quando ele profanou o Templo em Jerusalém. Ele ergueu um altar ao deus grego Zeus, no Lugar Santo e sacrificou um porco sobre ele. Tal ato marcou a alma judaica e acendeu o fogo da rebelião. Deus, embora profeticamente silencioso, não estava inerte. A opressão extrema gerou também resistência extrema. Então, em 167 a.C., na pequena cidade de Modin, um sacerdote idoso chamado Matatias, da família hasmonéia, foi ordenado por um oficial selêucida a oferecer um sacrifício pagão. Quando um judeu apóstata se adiantou para obedecer, Matatias, tomado por zelo, matou tanto o judeu quanto o oficial. Ele e seus 5 filhos fugiram para as colinas, a Revolta dos Macabeus havia começado. Quando Matatias morreu, seu filho Judas Macabeu assumiu a liderança entre 166 - 160 a.C. Macabeu era um apelido que provavelmente significava: o martelo, talvez o testemunho de sua eficácia militar. Judas era um estrategista de guerrilha brilhante. Contra todas as probabilidades, liderando um exército de fiéis que lutavam por sua fé e sua sobrevivência, ele infringiu derrota humilhante aos vastos exércitos selêucidas. O que começou como resistência religiosa tornou-se uma guerra pela independência nacional. O ponto culminante desta luta heróica veio em 164 a.C., quando Judas Macabeu conseguiu reconquistar Jerusalém. Eles purificaram o Santuário, removeram os objetos profanos, construíram um novo altar e rededicaram o Templo ao Senhor. A luz da Menorá foi acesa novamente. E este evento milagroso de libertação e purificação resultou numa celebração que deu origem à Festa de Hanukkah, a Festa da Dedicação, que o próprio Senhor Jesus observaria séculos mais tarde(João 10:22,23). A guerra pela liberdade continuou. Após a morte de Judas em batalha, seu irmão Jônatas assumiu a liderança do movimento Macabeu entre 160 -143 a.C. Jônatas não era apenas um líder militar, ele era um político astuto. Em 152 a.C., aproveitando-se de uma disputa interna pelo trono selêucida, Jonatas conseguiu ser nomeado sumo-sacerdote. Este foi um momento de virada. O poder político e o poder religioso estavam agora consolidados na mesma família, a dinastia hasmonéia. Isto no entanto, também suscitou críticas dos judeus piedosos, especialmente porque os hasmoneus não descendiam da linhagem zadoquita legítima do sumo-sacerdócio. Foi precisamente neste caldeirão de guerra religiosa, fervor nacionalista e política de poder, que o cenário religioso retratado no Novo Testamento começou a tomar forma. Inclusive, foi entre 160 - 100 a.C., que os principais grupos do judaísmo se solidificaram. Os Fariseus surgiram provavelmente dos judeus piedosos(Hasidim) que apoiaram a revolta. O termo Fariseu vem do hebraico “separar”, “dividir”. As pessoas viam os integrantes do grupo como separatistas, ou seja, um povo separado. Os Fariseus buscavam se distanciar de certas práticas e influências, tipo impurezas e costumes mundanos De fato, os Fariseus se distanciaram de uma série de coisas, como a simulação cultural grega e, principalmente dos restantes dos judeus, que não se importavam muito com os mandamentos e a Lei mosaica. O termo Fariseu pode ter surgido também da raiz aramaica para persa, uma vez que há semelhanças entre algumas doutrinas do farisaísmo e do zoroastrianismo, que era a religião da Pérsia. Os Fariseus eram vistos como inovadores em certos aspectos doutrinários, e podem ter sido apelidados de persianizadores. Eles eram intensamente devotados à aplicação da Lei de Moisés, a Torá, a cada aspecto da vida diária. Para isto, eles se tornaram guardiões de uma tradição oral, que interpretava e expandia a lei escrita. Eles acreditavam na ressurreição, em anjos e demônios, e na soberania de Deus lado a lado com a responsabilidade humana. Alguns defendem que os Fariseus podem ter surgido nos tempos de Esdras e Neemias, sendo aquelas pessoas que rejeitaram os costumes pagãos adotados pelos judeus após o exílio da Babilônia. Outros, defendem que surgiram dos escribas que propuseram a continuar o trabalho de Esdras no estudo da Lei. Mas a posição mais aceita é de que surgiram no período que antecedeu a guerra dos Macabeus, com o objetivo de resistir e fazer oposição aos costumes helenísticos através da observância estrita da lei de Moisés. Opuseram às tentativas de Antíoco IV Epifânio de impor costumes gregos sobre os judeus. Os Saduceus, por outro lado, representavam a aristocracia sacerdotal e a elite rica de Jerusalém. Eles estavam intimamente ligados ao poder político do Templo. Teologicamente, eram conservadores de uma forma muito particular. Aceitavam apenas o Pentateuco como Escritura divinamente autoritativa, e rejeitavam as tradições orais dos Fariseus. Crucialmente, eles negavam a ressurreição dos mortos e a existência de espíritos ou anjos. Também por volta de 150 - 140 a.C., um terceiro grupo importante emergiu, os Essênios. Desgostosos com o que viam, com a corrupção do Templo, e a ilegitimidade do sacerdócio hasmoneu, por não serem da linhagem de Zadoque, eles se retiraram. Muitos acreditam que a comunidade Qumran, responsável pelos Manuscritos do Mar Morto, era um grupo Essênio. Eles viviam em comunidades ascéticas, enfatizando a pureza ritual e aguardando uma intervenção apocalíptica de Deus. A dinastia hasmonéia atingiu seu auge político sob Simão, o último irmão Macabeu. Em 162 a.C., ele finalmente obteve o reconhecimento da independência judaica sob as selêucidas. A dinastia hasmonéia foi oficialmente estabelecida, governando como reis e sumo-sacerdotes por quase 80 anos. Curiosamente, Simão foi proclamado líder e sumo-sacerdote para sempre, até que um profeta digno de confiança aparecesse. Uma cláusula reveladora que reconhecia a irregularidade da situação, mas aceitava por necessidade. Mas o que começou como uma luta piedosa pela pureza religiosa logo se deteriorou em uma luta cínica pelo poder político. Simão foi assassinado por seu genro Ptolomeu, filho de Abubus, em 135/134 a.C., mas a dinastia continuou. Entre 134 - 104 a.C., João Hircano I, filho de Simão, governou como sumo-sacerdote e etnarca(líder político). Seu reinado marcou uma extensão territorial significativa. Hircano conquistou e forçou a conversão de povos vizinhos como os Idumeus. Ele também agravou a rivalidade entre judeus e samaritanos ao destruir o templo no Monte Gerizim, após conquistar a cidade de Siquém. Ele também aprofundou a divisão interna ao romper com os fariseus e se aliar aos saduceus. Entre 104 - 106 a.C., Aristóbulo I, filho de Hircano, governou brevemente. Ele foi o primeiro hasmoneu a assumir oficialmente o título de rei, além de sumo-sacerdote, consolidando a pretensão dinástica. Seu breve reinado foi marcado por intrigas familiares e violência, mas manteve a continuidade hasmonéia. Em seguida, entre 103 - 76 a.C., Alexandre Janeu, irmão de Aristóbulo, reinou de forma mais longa e turbulenta. Na verdade, Alexandre foi um governante brutal e guerreiro, que massacrou milhares de pessoas, e entrou em conflito aberto com os fariseus, chegando a crucificar centenas de seus oponentes. Após a morte de Alexandre Janeu, sua viúva, Salomé Alexandra, tornou-se a única rainha a governar a Judéia entre 76 - 67 a.C. Em uma sábia manobra política ela reverteu o curso. Ela trouxe os fariseus de volta ao poder político, dando-lhes controle sobre assuntos religiosos e domésticos, enquanto nomeava seu filho mais velho, Hircano II como sumo-sacerdote. Os saduceus, embora enfraquecidos politicamente, mantiveram sua influência no Templo. Mas esta breve era de paz interna desmoronou com a morte de Salomé. Entre 67 - 63 a.C., eclodiu uma guerra civil motivada pela disputa entre os dois filhos de Salomé. Hircano II, apoiado pelos fariseus, e o ambicioso e militarista Aristóbulo II, apoiado pelos saduceus. Eles lutaram pelo controle duplo de rei e sumo-sacerdote. Aristóbulo II tomou o poder pela força, mas Hircano II, influenciado pelo governador Antipater da Iduméia, resistiu. A guerra civil enfraqueceu drasticamente o reino hasmoneu, e criou um ambiente para intervenção externa. Na verdade, em sua busca desesperada por vantagem, ambos cometeram um erro fatal, apelaram para uma nova superpotência que estava consolidando seu domínio sob o mediterrâneo. Em outras palavras, eles pediram a intervenção de Roma. Então, em 63 a.C., o general romano Pompeu o Grande, chegou a Jerusalém para mediar a disputa. Vendo Aristóbulo II como uma ameaça, Pompeu sitiou e conquistou Jerusalém. Em um ato de arrogância suprema ele entrou nos Santo dos Santos do Templo, profanando-o aos olhos dos judeus. A independência hasmonéia, arduamente conquistada por Judas Macabeu, estava terminada. A Judéia era agora um reino cliente de Roma. Assim, o cenário político final para o Novo Testamento estava montado. Pompeu reinstalou Hircano II como sumo-sacerdote e etnarca, a partir de 63 a.C. Mas ele era apenas um fantoche nas mãos de Roma. O verdadeiro poder estava com seu conselheiro, o astuto Idumeu Antipater. O caos político continuou. A partir de 40 a.C., uma reviravolta dramática ocorreu, os partos, inimigos orientais de Roma, invadiram a Judéia, e instalaram Antígono II, o último hasmoneu, filho de Aristóbulo II, como rei. Durante um período de 3 anos o poder romano foi desafiado. Mas Roma reagiria. Na verdade, os romanos tinham seu próprio candidato para governar a problemática província da Judéia, seu nome era Herodes, filho de Antipater. Apoiado pelo senado e pelo exército romano, Herodes sitiou Jerusalém, e em 37 a.C., tomou o trono. Antígono foi morto, e com ele a dinastia hasmonéia, dando lugar ao longo reinado de Herodes o Grande. Herode governou de 37 - 4 a.C., como rei cliente de Roma. Ele era um homem de contradições. Era um Idumeu, descendente de Esaú, governando os judeus, um político brilhante, um construtor megalomaníaco, tirano paranóico que assassinou sua própria esposa, sua sogra, e alguns dos seus filhos. Para pacificar seus súditos judeus e imortalizar seu próprio nome, Herodes iniciou o seu projeto mais extravagante por volta de 20 a.C., a reconstrução e expansão massiva do Templo de Jerusalém. Ele o transformou em uma das maravilhas arquitetônicas do mundo antigo. Foi este Templo, em toda a sua glória, que Jesus conheceria. Enquanto Herodes construía, os fariseus,saduceus e essênios, continuavam suas práticas, representando as principais correntes de pensamento que Cristo encontraria durante o seu ministério terreno. E então, na plenitude dos tempos, quando o palco estava perfeitamente montado por decreto divino, finalmente o silêncio profético de 400 anos foi quebrado. O anjo Gabriel apareceu ao sacerdote Zacarias( entre 3 - 1 a.C), e anunciou o nascimento de seu filho, o profeta João Batista. Aquele que viria no mesmo espírito de Elias e prepararia o caminho para o Redentor. Depois de mais de 400 anos, a profecia de Malaquias estava se cumprindo. Na pequena cidade de Nazaré, Gabriel, também anunciou meses depois a Maria, o nascimento miraculoso de Jesus. Assim, finalmente por volta de 6 - 4 a.C., no fim do reinado sangrento de Herodes, na cidade de Belém, como profetizado, o Verbo se fez carne e habitou entre os homens. Aquele para quem a Lei e os profetas apontavam havia chegado. Importante frisar que o nascimento de Jesus é datado entre 6 e 4 antes de Cristo, devido a um erro posterior de cálculo do monge Dionísio (séc. VI) do calendário Juliano. Em sua loucura, Herodes matou os meninos de até 2 anos em Belém, na tentativa de acabar com a vida de Jesus, mas não teve sucesso. Então, em 4 a.C., Herodes morreu. E seu reino foi dividido por Roma entre os seus filhos. Arquelau tornou-se etnarca da Judéia, mas era tão brutal que os próprios judeus e samaritanos pediram a Roma que o removesse, o que ocorreu em 6 d.C. A partir deste ponto, a Judéia passou a ser governada diretamente por prefeitos e procuradores romanos. Um desses procuradores, que assumiria o cargo em 26 d.C., seria Pôncio Pilatos, responsável pela condenação oficial de Jesus. Portanto, podemos terminar dizendo que os 400 anos de silêncio profético entre o Antigo e o Novo Testamento não foi um período de ausência de Deus, foi um período de preparação mais intensa da história. Deus preparou uma língua universal, o grego. Uma paz universal: pax romana. Estradas que conectavam o mundo grego-romano. Preparou uma bíblia traduzida, a Septuaginta. E um povo repleto por uma expectativa desesperada pelo Messias. O palco estava pronto para o início do ministério do Filho de Deus.
Links:
https://www.adventist.org/pt-br/em-que-os-adventistas-do-setimo-dia-acreditam/
ttps://centrowhite.org.br/downloads/audiobooks/o-desejado-de-todas-as-nacoes/
https://consultoriadoutrinaria.blogspot.com/
http://consultadapalavra.blogspot.com/
https://youtu.be/l8VyLqdq1U8?si=97RSkL5aIA12swSb
https://youtu.be/d8zvyOi-2jI? si=bXql_Z_z1Hai_tlD
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