Mais do Livro de Daniel
MAIS DO LIVRO DE DANIEL
Daniel 3
Daniel e uns 50 foram levados cativos para Babilônia no ano 605 a.C. Ele tinha 18 anos de idade. Vimos aí o início do grande conflito. Neste ano também Nabucodonosor, na batalha de Carquemis, derrotou o Egito. Nabucodonosor, filho de Nabopolasar, nasceu em 642 a.C. Em 605 a.C., com a morte do pai ele assume o reino. Em 597 a.C., Nabucodonosor invadiu Judá pela 2ª vez, e um grande número de prisioneiros são levados para Babilônia. Em 586 a.C., Nabucodonosor, invade pela 3ª vez a Judá, Destrói o Templo e a cidade de Jerusalém. Mais um grande número de cativos são levados à Babilônia. Em 602 a.C., Daniel tinha 21 anos de idade quando Nabucodonosor teve o sonho da estátua. E Satanás encheu este rei de orgulho que desafiou o Deus dos Céus. Através dos tempos, das eras, muitos líderes tem feito a mesma coisa. A gente sente na pele. O mal dominando. Mal juízes, mal governantes, mau líderes, mal presidentes, ditadores. Leis ruins. O Turcomenistão, que fica no leste europeu, país de repressão religiosa, o islamismo é muito presente na região. Teve um ditador chamado Nivazov que decidiu fazer uma enorme estátua dele toda de ouro. O atual presidente, Serdar Berdimuhamedow, fez a mesma coisa. Veja estes espíritos satânicos presentes no mundo. Ellen White escreveu em Manuscript Releases 13:71 e 72: “A experiência descrita em Daniel 3 é de vital importância para o povo de Deus hoje. A crise que eles enfrentaram é a mesma que todo o povo de Deus enfrentará antes do fim. [...] O fato da imagem tem 60 côvados por 6 côvados tem grande significado. [...] Esse era o número do deus Marduk ou Bel. [...] Em Apocalipse 13:18 o número da besta é 600-60-6. Há indicação de que 6 é o número escolhido por Satanás como símbolo dele próprio.” O grande conflito pode mudar os personagens terrestres porque vão morrendo, mas Satanás permanece no comando deste grande conflito. Quando ocorreu este assunto Daniel não informa, mas Jeremias 51:59, fala numa ocasião que o rei Zedequias saiu de Israel, Jerusalém, para ir a Babilônia, acredita-se que foi convidado para a inauguração da estátua, o que indica que provavelmente também se ajoelhou perante a estátua. Este episódio, da estátua de ouro de Nabucodonosor, que deveriam todos ajoelhar-se diante dela, aconteceu por volta do ano 593 a.C, ocasião que Daniel tinha 30 anos de idade. O local na Bíblia é a planície de Dura. Os arqueólogos descobriram acerca de 9 km das colinas babilônicas um local onde existe uma cidade chamada Al-Hillah, acredita-se que a base quadrada alí é a base da estátua do livro de Daniel. “O transgressor está cheio de ódio satânico contra aqueles que são leais aos mandamentos de Deus, mas o valor da lei de Deus como regra de conduta deve ser manifestado. O zelo daqueles que obedecem ao Senhor aumentará à medida que o mundo e a igreja se unirem para anular a lei. Eles dirão como o salmista: “Amo os teus mandamentos mais do que o ouro, sim; acima do ouro fino. Salmo 119:127 Isto é o que acontecerá quando for anulada por um ato nacional. Quando o domingo for exaltado e sustentado pela lei, então o princípio que move o povo de Deus será manifestado, como o princípio dos três hebreus foi manifestado quando Nabucodonosor ordenou-lhes que adorassem a imagem de ouro na planície de Dura. Podemos ver qual é o nosso dever quando a verdade é superada pela falsidade.” Manuscript Releases 13:71 e 72. Perceba que isto vai acontecer de novo. Não será uma estátua, será um falso dia. Isto já existe, mas ainda temos a liberdade de escolher qual dia você quer adorar. Mas vai chegar um momento que você não vai ter esta possibilidade, como o caso dos companheiros de Daniel: Ananias, Misael e Azarias.
“Tu, ó rei, fizeste um decreto, pelo qual todo homem que ouvisse o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, e da gaita de foles, e de toda a espécie de música, se prostrasse e adorasse a estátua de ouro; E, qualquer que não prostrasse e adorasse, seria lançado dentro da fornalha de fogo ardente. Há uns homens judeus, os quais constituístes sobre os negócios da província de Babilônia: Sadraque, Mesaque e Abednego; estes homens, ó rei, não fizeram caso de ti; a teus deuses não servem, nem adorem a estatua de ouro que levantaste.” Daniel 3:10-12. Então temos um decreto que tinha que ser obedecido. O decreto tinha uma penalidade, quem não adorar vai ser lançado na fornalha de fogo ardente. Estes caldeus deveriam ter agradecidos aos companheiros de Daniel que oraram por eles. Eram para eles serem destruídos pois não conseguiram decifrar o sonho de Nabucodonosor. A inveja é diabólica. “Então Nabucodonosor, com ira e furor, mandou trazer a Mesaque, Sadraque e Abednego. E trouxeram a estes homens perante o rei. Falou Nabucodonosor, e lhes disse: É de propósito, ó Mesaque, Sadraque e Abednego, que vós não servis a meus deuses nem adorais a estátua de ouro que levantei? Agora, pois, se estais prontos, para ouvirdes o som da buzina, da flauta, da harpa, da sambuca, do saltério, e da gaita de foles, e de toda a espécie de música, para vos prostrardes e adorardes a estátua que fiz, bom é; mas, se não a adorardes, sereis lançados, na mesma hora, dentro da fornalha de fogo ardente. E quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?”
Daniel 3:13-15. Novamente em cena o espírito do grande conflito. Nitidamente podemos ver Nabucodonosor dominado pelo demônio, fazendo que as pessoas adorassem não ao Deus dos Céus mas a uma estátua. Isto é idolatria..O diabo não pode tocar a Deus, então ele tenta atacar os filhos de Deus. E com isto ele ataca a Deus, pois Deus sofre vendo seus filhos sofrendo também. Esses rapazes já vinham enfrentando este grande conflito com o inimigo de Deus. Foram trazidos cativos para Babilônia, caminharam cerca de 1000 km ou mais sobre o sol escaldante, tiveram seus nomes mudados, talvez foram transformados em eunucos reais, foram castrados, não sei. Foram forçados a comerem a comida do rei. Viviam alí no meio da Babilônia, tiveram que aprender as coisas da Babilônia. E agora, 12 anos depois, a estátua, era Satanás por trás do rei. Mas junto com eles estava Deus. “Responderam Sadraque, Mesaque e Abednego, e disseram ao rei Nabucodonosor: Não necessitamos te responder sobre este negócio. Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo ó rei; que não serviremos aos teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste.” Daniel 3:16-18. “Não necessitamos responder isto para o senhor; já temos uma decisão tomada. Deus pode nos libertar. Mas se Ele não nos libertar, não se preocupe, a gente não vai mudar de idéia.” Precisamos ter este tipo de fé nestes dias finais, quando colocarem diante de nós este falso dia, esta falsa adoração temos que dizer: “Olha, me desculpe, até aqui posso ir, daqui para frente não.” Eles foram até a planície de Dura, ficaram diante da estátua, até ali obedeceram o rei, mas quando falou: “Ajoelhe.” Eles disseram: “Não. Daqui para frente pode seguir.” “Vocês vão morrer.” “Deus pode nos livrar, mas se Ele não livrar não tem problema, vamos continuar fiel assim mesmo.” Impressionante!” Estão alí fieis, todos ficam impressionados com a determinação dos jovens. Aquela multidão se ajoelha, talvez o rei Zedequias também. Mas os três permaneceram de pé. A pressão era enorme. Todos os olhos estavam sobre eles. Mas era um exemplo de fidelidade, e eles acabaram sendo lançados dentro da fornalha ardente. E para demonstrar que o fogo estava realmente forte, aqueles soldados que levaram eles até a entrada da fornalha, não suportam o calor e morreram na hora. Mas daí aconteceu algo impressionante, eles começaram a andar dentro do fogo. Parece que o fogo não os tocava, e mais, havia outro personagem dentro do fogo com eles. Deus usou esta demonstração de poder diante de Nabucodonosor. Imagine, as roupas não se queimaram, apenas as cordas atadas se queimaram, o próprio Deus, Jesus estava no meio deles. Isto é uma demonstração que Deus pode estar conosco em qualquer situação. Muitas vezes Deus não livra a gente da tribulação, mas Ele está conosco no meio da tribulação. Ele é poderoso para livrar e muitas vezes Ele livra. Muitas vezes Ele permite que durma até a manhã da ressurreição. Estes jovens experimentaram sucesso na presença dos inimigos. Parece que estamos vendo o
Salmos 23:5 “ Preparas-me uma mesa na presença dos meus inimigos …” Foi isto que Deus fez naquela ocasião. O sucesso daqueles jovens, ensina-nos sobre a graça de Deus, reservadas para os que parece que não receberão mais nada, Deus tem algo para eles. No tempo final vai ter um decreto de morte, mas não precisamos temer, Deus vai estar do nosso lado. “A História se repetirá. A religião falsa será exaltada. O primeiro dia da semana, um dia comum de trabalho que não possui santidade alguma, será estabelecido como foi a estátua de Babilônia. A todas as nações, línguas e povos se ordenará que se venerem este sábado espúrio. [...] o decreto impondo a veneração desse dia se estenderá a todo mundo.” Eventos Finais, pág.134. Isto já está acontecendo, ouviram falar do domingo climático? Está indo a passos largos esta encíclica verde “laudato si”. O mundo grita por um domingo verde. “Não há limites à utilidade de uma pessoa que, pondo de parte o eu, oferece margem a operação do Espírito Santo em seu coração, e vive uma vida inteiramente consagrada a Deus.” Ciência do Bom Viver, pág. 159. Foi isto o que fizeram os companheiros de Daniel: Sadraque, Mesaque e Abednego. Hoje é o dia de você tomar sua decisão ao lado de Cristo.
Daniel 4
O capítulo 4 aconteceu no ano 569 a.C., e Daniel tinha 52 anos de idade. O livro de Daniel não é contínuo cronologicamente. A provável data para o episódio descrito em Daniel 4 é 573-568 a.C. Nabucodonosor tem um outro sonho onde Deus lhe mostra seu futuro próximo. Nabucodonosor morreu no ano 562 a.C. O capítulo 4 conta como Nabucodonosor se converteu. Ele está animado, quer contar para todo mundo o que Deus fez na vida dele. O rei não esqueceu o sonho, mas os sábios não puderam interpretar o sonho. Então diz: “Vai Daniel, foi isto que sonhei, o que isto quer dizer?” Daniel começa a dar a interpretação. Daniel percebeu que o sonho não era uma boa notícia, e já jogou a interpretação para os inimigos do rei. Ele ficou sem saber o que fazer. Nabucodonosor disse que ele ficou atônito por uma hora. E o rei falou:”Não pode contar o sonho. Seja franco” Ele joga isso para os inimigos do rei mas finalmente ele começa a interpretar o sono. Deus tem seus vigias, e seus vigias estão anotando o que fazemos, como agimos.Chega o momento que é o momento do julgamento. Às vezes a gente olha aí, e vê tanto líder fazendo coisas erradas, vai chegar o dia do julgamento para este líder, vai chegar o momento para este juíz, para este policial, para este diretor de empresa. Sim, vai chegar o momento para este pastor. Os anjos estão anotando. Vai chegar o seu momento também, todos serão julgados. E chegou o momento do julgamento do Nabucodonosor, a coisa era séria, porque era o decreto do Altíssimo. O reino de Nabucodonosor seria tirado dele, ele ficaria louco, passaria a agir como um animal, comendo e vivendo como um animal, vivendo lá fora no meio da erva do campo. Duraria 7 tempos, ou seja, 7 anos. E ainda só acabaria esta loucura se ele reconhecesse o Altíssimo, que o Altíssimo tem poder, que Ele coloca os reis, Ele tira os reis. Ele coloca os presidentes e tira os presidentes. E Ele falou para Noé: “Noé, entra na arca porque daqui a 7 dias vou mandar chuva.” Deus avisando com antecedência. Chega para Faraó: “Vai haver 7 anos de fartura, mas depois vai haver 7 anos de escassez, de dificuldades.” E Daniel começa a dar conselhos ao rei, e o juízo ainda demorou um ano para chegar. Imagino Nabucodonosor passeando ali no jardim suspenso da Babilônia, olhando para aquela cidade que ele havia construído. As ruínas de Babilônia foram escavadas por Robert Koldewey em 1899. Até 1917 eles foram escavando e descobriram uma área de quase 4 km². Descobriram nesta cidade, um sistema de muros que circundava a cidade, com torres de 18 mts de altura. E na inscrição encontrada nesses tabletes cuneiformes está escrito: “E tenho feito de Babilônia a cidade santa, a glória dos grandes deuses … Eu tenho feito brilhar os santuários dos deuses e das deusas como o dia. Nenhum rei entre todos os reis, já criou algo assim. Nenhum rei no passado construiu o que construí para Marduk.” Este era Nabucodonosor falando. Ele estava super orgulhoso da cidade que havia construído. E realmente é uma cidade fantástica. Essa torre, dedicada a Marduk, tinha 90 mts de altura. Só a pirâmide de Gizé, no Egito, que era maior que este zigurate. Durante seus 43 anos de reinado, Nabucodonosor construiu três palácios. Estava orgulhoso, olhando para a cidade, falando de suas realizações. A sentença foi pronunciada, o rei ficou louco, saiu do palácio e foi para o pasto. “Durante 7 anos Nabucodonosor foi um espanto para todos os seus súditos; por 7 anos foi humilhado perante todo o mundo. Então sua razão foi restaurada, e levantando os olhos em humildade ao Deus do Céu, ele reconheceu a mão divina no seu castigo. Numa proclamação pública ele reconheceu a sua culpa, e a grande misericórdia de Deus em sua restauração.” Profetas e Reis, 265. Não dá para saber exatamente o que aconteceu com Nabucodonosor e passou a comer capim, as unhas cresceram, não se cuidou mais, vivia como animal. Passou 7 anos e o rei estava irreconhecível. “A lição que o Senhor queria que cada nação aprendesse com a história do rei da Babilônia é que Ele é capaz de humilhar todos aqueles que andam em orgulho e exaltação própria. A correção que veio sobre o rei da Babilônia operou uma reforma no coração do rei e transformou seu caráter. Antes de sua humilhação ele era tirânico, ao lidar com os outros, mas agora o monarca autoritário e feroz foi transformado em um governante sábio e compassivo. Antes de sua humilhação ele blasfemava e desafiava contra o Deus do céu, mas agora reconhece o Seu poder e busca sinceramente promover a felicidade de seus súditos. Finalmente, o rei recebeu sua lição: “Vinde, e ouvi, todos que temeis a Deus, e eu vos farei saber o que ele tem feito pela minha alma.” Salmos 66:16 .” Manuscrip Release, 66.2 . “A cada nação que tem subido ao cenário da atividade, tem sido permitido que ocupasse seu lugar na Terra, para que se pudesse ver se ela cumpriria o propósito do “Vigia e Santo”. A profecia delineou o levantamento e queda dos grandes impérios mundiais - Babilônia, Média-Pérsia, Grécia e Roma. Com cada um destes, assim como nações de menor poder, tem se repetido a história. Cada qual teve seu período de prova, e cada qual fracassou; esmaeceu sua glória, passou-se-lhe o poder e o lugar foi ocupado por outra nação.” Educação pág. 176. Mas depois de 7 anos algo aconteceu, Nabucodonosor reconheceu o Deus Altíssimo, e foi curado da loucura. Muitas pessoas vão agir como Nabucodonosor, vão se arrepender, vão reconhecer que Deus é criador dos Céus e da Terra, e do mar, e de tudo que aqui existe.
Em Apoc. 18:7, temos a Babilônia dos últimos dias, é a Babilônia espiritual, a Babilônia simbólica. Vai haver uma junção entre Igreja e Estado, vai haver um poder político-religioso. Talvez este poder político-religioso vai olhar para as suas realizações e vai dizer: “Estou sentada como rainha, e não sou viúva, e não verei planto.” Mas Apoc. 18:8.9, diz que este reino será destruído. Esta Babilônia será destruída por ocasião da 2ª vinda de Jesus. Este é o momento de nos apegarmos a Deus pois em breve este período de teste que cada um de nós enfrenta vai terminar. Alguns selarão a sua história com a morte, mas alguns estarão vivos por ocasião da volta de Jesus. Alguns vão receber o selo de Deus, infelizmente alguns vão ser marcados com a marca da besta. Vão escolher adorar um homem em vez de adorar a Deus. Que Deus nos ajude a ficarmos firmes ao lado de Deus e sermos selados por Ele.
Daniel 5
Daniel tinha 52 anos quando o rei teve loucura em 569 a.C.. O tempo passou, como passa para todo mundo e Nabucodonosor faleceu em 562 a.C. Os reis que vieram depois dele foram reis fracos. O seu sucessor foi seu filho Amel Marduk(Evil Merodaque) e ficou só um ano, do ano 561-560 a.C. Foi expulso do trono pelo cunhado Nebuzaradã(Nergal-Shar-usur). Reinou por 4 anos,[560-566 a.C.], que comparado com Nabucodonosor também foi pouco. Seu filho Labasi-Marduk em 555 a.C., foi quem o sucedeu. Como ele era muito ruim, os sacerdotes do deus lua Sin tiraram ele de lá e puseram Nabonido. Nabonido[555-539 a.C.] havia se casado com a filha de Nabucodonosor. E daí tiveram um filho, o Belsazar,[553 a.C.], o personagem da história que aparece em Daniel 5. Tanto Labasi quanto Nabonido foram genros de Nabucodonosor. O episódio do capítulo 5 aconteceu em 539 a.C., e Daniel já estava com 80 anos de idade. Nabonido estava fora, em um lugar chamado ,Tema e deixou seu filho Belsazar em seu lugar. Então em 553 a.C., ele foi nomeado co-regente do império. Daniel 5:1 - “O rei Belsazar deu um grande banquete a mil dos seus senhores, e bebeu vinho na presença dos mil.” O império babilonico vinha perdendo o seu poder. Já havia perdido algumas batalhas. O próprio rei Nabonido estava convalescendo de uma enfermidade que pegou em uma batalha lá no Líbano. E agora, no dia 10 de outubro de 539, Babilônia já havia perdido uma batalha para Ciro, o rei da Pérsia, em Ópis. Ficava a 185 km de distância da Babilônia. Os persas também já haviam tomado Sipar, que ficava apenas 80 km de Babilônia. E agora, Dario, o meda, chega em Babilônia e a cerca. Mas Belsazar nem estava preocupado, estava confiante, e era muito estúpido. Não se preocupou pois tinha muitos recursos em Babilônia. Os muros eram altos, fortes. Babilônia parecia inexpugnável. Seus armazéns estavam repletos de comida. Dizem as histórias que eles chegaram a jogar comida fora, sob os muros, só para mostrar que eles não tinham medo dos persas. O rio Eufrates trazia água à vontade, e pensavam: “O inimigo vai desistir.”. E ele decide fazer uma festa, “um banquete.” Profetas e Reis, pág. 267. “Graças à loucura e fragilidade de Belsazar, o neto de Nabucodonosor, a orgulhosa Babilônia devia logo cair. Admitido em sua juventude a partilhar da autoridade real, Belsazar se gloriou de seu poder, e exaltou-se em seu coração contra o Deus do Céu. Muitas tinham sido as suas oportunidades de conhecer a vontade divina, e compreender sua responsabilidade de render-Lhe obediência. Estava ele informado do banimento de seu avô pelo decreto de Deus, da sociedade dos homens; e estava familiarizado com a conversão e miraculosa restauração de Nabucodonosor. Mas Belsazar permitiu que o amor dos prazeres e a glorificação do eu obliterassem as lições que jamais devia ter esquecido. [...] Aquilo que Nabucodonosor tinha finalmente alcançado a preço de inauditos sofrimentos e humilhação, Belsazar passou por alto com indiferença.” Impressionante! Mas vamos continuar lendo - “Havendo Belsazar provado o vinho, mandou trazer os vasos de ouro e de prata, que Nabucodonosor, seu pai, tinha tirado do templo que estava em Jerusalém, para que bebessem neles o rei, os seus príncipes, as suas mulheres e concubinas. Então trouxeram os vasos de ouro, que foram tirados do templo da casa de Deus, que estava em Jerusalém, e beberam neles o rei, os seus príncipes, as suas mulheres e concubinas.” Daniel 5: 2 e 3. Babilônia está cercada por exércitos da média-pérsia e olha como agiu Belsazar, foi beber. Agora bêbado, deu a ordem para trazer os utensílios sagrados do templo de Jerusalém, do templo de Jeová. Utensílios que haviam sido usados no lugar santo daquele santuário. Siegfried J. Schwantes, em seu livro: Daniel, o Profeta do Juízo, pág.46 “No meio da festança todo sentimento de reverência foi posto de lado, e o rei ordenou que os vasos do templo que Nabucodonosor tinha trazido de Jerusalém fossem usados na ocasião. Não somente foram os vasos profanados, mas a ocasião foi transformada numa celebração desabusada em honras dos deuses de Babilônia. A orgia logo assumiu o aspecto de um desafio ao verdadeiro Deus. Esquecendo as lições do passado, Babilônia estava marchando para a sua ruína inevitável. À fraqueza militar Babilônia ajuntava-se a corrupção moral.” E então aconteceu uma coisa sobrenatural. “Na mesma hora apareceram uns dedos de mão de homem, e escreviam, defronte do castiçal, na caiadura da parede do palácio real; e o rei via a parte da mão que estava escrevendo. Mudou-se então o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram; as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos batiam um no outro.” Daniel 5: 5 e 6. As pessoas estavam rindo, blasfemando, fazendo zombarias ao Deus Jeová, ao Deus dos judeus. Mas, uma mão começa a escrever na parede em letras de fogo, todo mundo estava apavorado vendo uma mão misteriosa escrevendo, aquilo era aterrador. E agora então Belsazar mandou entrar todos os sábios da Babilônia. Todos não, pois Daniel não estava. Vieram mas eles não puderam dar uma explicação daquela escrita na parede do palácio. Mas alguém se lembrou de Daniel. Muitos creem que esta é Nitro Quis, filha de Nabucodonosor, esposa de Nabonido. Era rainha pois era mãe de Belsazar. Ela conhecia Daniel e se lembrava das muitas vezes que Daniel foi chamado pelo pai para resolver alguns problemas. Ela se vira para o filho: “Fica tranquilo filho, não tem problema, chama Daniel.” E o rei atendeu. Quando Daniel entrou no palácio, Belsazar não reconheceu Daniel como 1º ministro de outrora, estava um idoso de 80 anos de idade e pergunta: “Você é o Daniel? Aquele que foi trazido como cativo de Judá?”. Tenta diminuir Daniel. E faz oferecimento de roupas caras, joias, 3º no reino. Mal ele sabia que naquela mesma noite ele morreria. Ele oferece o 3º lugar no reino porque o 1º é o pai dele, Nabonido, que não estava em Babilônia, estava em Tema. O 2º era ele. Mas Daniel não estava preocupado com isso. “Parece que com a morte de Nabucodonosor, as regras definidas por Daniel se chocaram com a corte babilônica e como resultado ele se aposentou do serviço público. Belsazar e os reis anteriores sabiam tudo sobre como Deus tratou com Nabucodonosor; mas deliberadamente rejeitaram o Deus verdadeiro.” An Exhaustive Ellen G. White Commentary on Daniel, pág. 155. “Então respondeu Daniel, e disse na presença do rei: As tuas dádivas fiquem contigo e dá os teus prêmios a outro; contudo lerei ao rei o escrito, e far-lhe-ei saber a interpretação. Ó rei! Deus, o Altíssimo, deu a Nabucodonosor, teu pai, o reino, e a grandeza, e a glória, e a majestade. E por causa da grandeza, que lhe deu, todos os povos, nações e línguas tremiam e temiam diante dele; a quem queria matava, e a quem queria conservava em vida; e a quem queria engrandecia, e a quem queria abatia. Mas quando o seu coração se exaltou, e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derrubado do seu trono real, e passou dele a sua glória. E foi tirado dentre os filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante ao dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; fizeram-no comer a erva como os bois, e do orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que Deus, o Altissimo, tem dominio sobre o reino dos homens, e a quem quer constitui sobre ele. E tu, Belsazar, que és seu filho, não humilhaste o teu coração, ainda que soubeste tudo isto. E levantaste contra o Senhor do céu, pois foram trazidos à tua presença os vasos da casa dele, e tu, os teus senhores, as tuas mulheres e as tuas concubinas, bebestes vinho neles; além disso, destes louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não vêem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a sua vida, e de quem são todos os teus caminhos, a ele não glorificaste. Então dele foi enviada aquela parte da mão, que escreveu este escrito. Este, pois, é o escrito que se escreveu: MENE, MENE, TEQUEL, UFARSIM.“ Daniel 5:17-25. Daniel praticamente foi co-regente enquanto Nabucodonosor ficou lá comendo capim. Era uma das pessoas mais importantes do reino da Babilônia na época de Nabucodonosor. E ele começa a dar uma bronca suave em Belsazar. No capítulo 4 vimos o orgulho de Nabucodonosor, que depois de 7 anos aceitou a repreensão de Deus, se converteu ao Deus verdadeiro. No capítulo 5 vemos o orgulho de Belsazar, que não se converte, que blasfema. Duas pessoas; dois caminhos. No mundo é sempre assim: existem os que aceitam, existem os que não aceitam; aqueles que morrem no orgulho, aqueles que se arrependem do orgulho. Em vez de aprender com a experiência de Nabucodonosor, agiu errado, trazendo os objetos do templo para serem profanados. De propósito insultou o Deus do céu. Belsazar havia sido julgado e sentenciado. Escrita estava em aramaico que não usa vogais. A 1ª palavra repete para enfatizar. “Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino, e o acabou. TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta. PERES: Dividido foi o teu reino, e dado aos medos e aos persas.” Daniel 5:26-28. Apesar da interpretação nada favorável a ele, manteve a sua promessa, trazendo as coisas que havia prometido. Mas todas essas honras a Daniel vieram tarde demais. A sentença havia sido escrita com letras de fogo. “Naquela noite foi morto Belsazar, rei dos caldeus. E Dario, o medo, ocupou o reino, sendo da idade de 62 anos.” Daniel 5:30 e 31.
Como que os persas entraram na aparente inexpugnável Babilônia? O historiador Heródoto explica o que aconteceu: “Desviando o rio por um canal para o lago, que até então era um pântano, (Ciro) fez com que a corrente diminuísse até que o rio pudesse ser atravessado. Quando isso aconteceu, os persas, que estavam a postos, entraram em Babilônia pelo canal do Eufrates que agora estava raso, na altura da metade da coxa de um homem.” Os persas surpreenderam a eles como numa armadilha e tomaram a cidade. Era uma noite de 12/10/539 a.C., quando os persas capturaram Babilônia. Nenhum pecado fica sem punição, e quando sabem que estão fazendo algo errado a punição pode ser ainda maior. Deus leva com seriedade mortal atos que envolvam coisas sagradas. Devemos respeitar a Palavra de Deus, a Bíblia. Deus também santificou o sábado, que devemos respeitar o dia de sábado. Mais uma vez vimos em ação a soberania de Deus, pois Belsazar foi condenado, julgado e morto; Babilônia perdeu seu poder para o império Medo-Persa porque Deus agiu.
100 anos antes do ocorrido tem uma profecia que fala da queda de Babilônia e não é em Daniel. “Eis que despertarei contra eles os medos, que não farão caso da prata, nem tão pouco desejarão ouro.” Isaías 13:17.
rei assírio Tiglate-Pileser III(729-727 a.C).
rei assírio Salmanaser V(727-722 a.C).
rei caldeu Merodaque-Baladã II(722-710 a.C). Foi expulso da Babilônia por Sargão II.
rei assírio Sargão II(710-705 a.C).
rei assírio Senaqueribe(705-702 a.C). Foi expulso da Assíria por babilônios
vassalo assírio Marduquezaquirsumi II(703 a.C).Derrotado por Senaqueribe da Assíria.
rei caldeu Merodaque-Baladã II(703-701 a.C).
vassalo assírio Belibni(701-700 a.C).
rei assírio Assurnadinsumi(700-694 a.C). Filho de Senaqueribe.
rei elamita Nergalusezibe(694-693 a.C).Assassinou Assurnadinsumi.
rei elamita Musezibe-Marduque(693-689 a.C).
rei assírio Senaqueribe(689-681 a.C). Destruiu a Babilônia.
rei assírio Assaradão(681-669 a.C). Reconstruiu a Babilônia.
rei assírio Samassumauquim(668-648 a.C). Filho de Assaradão. Rebelou-se contra seu irmão Assurbanipal, mas foi morto.
rei assírio Candalanu(648-627 a.C).
rei assírio Sinsumulisir(626 a.C). Perdeu controle da Babilônia.
rei assírio Sinsariscum(626-620 a.C). Perdeu controle da Babilônia
rei caldeu Nabopolassar(620-605 a.C). Passou o controle da Babilônia para Sinsariscum, rumou com os exércitos assírio para a Babilônia em 616 a.C., celebrou uma aliança com Ciaxares e destruiu o império assírio.
rei caldeu Nabucodonosor II(605-562 a.C). Filho de Nabopolassar. Derrotou assírios e egípcios. Tomou Jerusalém.
rei Evil-Merodaque(562-560 a.C). Filho de Nabucodonosor II. Assassinado pelo seu cunhado Neriglissar ou Nebuzaradã.
rei Neriglissar ou Nebuzaradã(560-556 a.C)Usurpador.
rei Labasi-Marduque(556 a.C). Filho de Neriglissar.
rei Nabonido(556-539 a.C).
rei Belsazar(556-539 a.C). Co-regente de seu pai, Nabonido, foi assassinado por Dario, o medo.
rei persa Ciro II, o Grande(539-529 a.C). Tomou a Babilônia e libertou os judeus.
rei persa Cambises II(529-522 a.C). Filho de Ciro II.
rei persa Esmérdis(522 a.C).Usurpador.
rei persa Dario I, o Grande(521-486 a.C). Adotado por Ciro II, filho de Histaspes.
rei persa Xerxes I, ou Assuero(485-465 a.C). Filho de Dario I, o Grande, e neto de Ciro II. Mencionado no livro de Ester.
rei persa Artaxerxes I(465-424 a.C). Filho de Xerxes I. Mencionado nos livros de Esdras e Neemias.
rei persa Xerxes II(424 a.C). Filho de Artaxerxes Longímano. Reinou por 45 dias.
rei persa Soguediano(424-423 a.C). Irmão ilegítimo de Xerxes II e rival
rei persa Dario II(423-405 a.C). Irmão ilegítimo de Xerxes II e rival.
rei persa Artaxerxes II ou Artaxerxes II Minemon(404-359 a.C). Mencionado por Xenofonte, filho de Dario II.
rei persa Artaxerxes III(358-338 a.C). Filho de Artaxerxes Minemon.
rei persa Artaxerxes IV ou Artaxerxes IV Arses(338-336 a.C). Filho de Artaxerxes III.
rei persa Dario III ou Dario III Condomano(336-330 a.C). Neto de Dario II. O nome da sua mãe era Sisigambis e de seu pai Arsanes. Ele era neto de Ostanes e irmão de Artaxerxes II.
rei grego Alexandre III, o Grande(330-323 a.C). Capturou em 330 a.C., a Babilônia.
rei grego Alexandre IV(323-309 a.C).
rei grego Seleuco I Nicator(satrapa: 301-305 a.C., rei: 301-281 a.C).
rei grego Antíoco I Sóter(co-reinou: 291; reinou sozinho: 281-261 a.C).
rei grego Antíoco II Teos(261-246 a.C).
rei grego Seleuco II Calínico(246-225 a.C)
rei grego Seleuco III Cerauno ou Soter(225-223 a.C).
rei grego Antíoco III o Grande(223-187 a.C).
rei grego Seleuco IV Filopator(187-175 a.C).
rei grego Antíoco IV Epifânio(175-164 a.C).
rei grego Antíoco V Eupator(164-162 a.C).
rei grego Demétrio I Soter(161-150 a.C).
rei grego Alexander III Balas(150-145 a.C).
rei grego Demétrio II Nicator(145-141 a.C).
rei grego Antíoco VI Dionísio(junto com Demétrio II: 145-142 a.C).
Daniel 7
Daniel teve o sonho e logo escreveu. Este sonho do capítulo 7, acontece no 1º ano de reinado de Belsazar, que é em 553 a. C. Percebe que este sonho aconteceu antes do episódio da cova dos leões no capítulo 6, em 537 a. C. Daniel tinha 70 anos de idade. Quando foi levado na cova dos leões tinha mais de 80 anos.
Daniel 8
Daniel tinha 72 anos (551 a.C.) de idade quando teve a visão do capítulo 8. Por quê Daniel se espantou com a visão a ponto de adoecer? Jeremias disse que o cativeiro seria de “70 anos” (Jeremias 25:11,12),e nesta visão mostrava “2300 anos”. Tanto em Daniel 8 quanto em Daniel 11, é difícil determinar onde o período de Roma Pagã termina e o período que Roma Papal começa. Não é fácil determinar o momento exato que ocorre essa transição.
Daniel 9
O capítulo 9 agora Daniel está com 84 anos(538 a.C.) de idade. É o 1º ano de reinado do rei meda Dario, filho de Assuero. Em 539 a.C, Daniel fica preocupado pois está chegando no final dos 70 anos (1ª invasão = 605 a.C., 2ª invasão = 597 a.C., 3ª invasão = 586 a.C.). E começa a estudar as profecias do tempo para o seu tempo. E começa a orar a Deus.
Daniel vai orar no capítulo 9:3-19, ligado ao Daniel 8, e é respondido 12 anos depois. No capítulo 9 o anjo explica o que é os “2300 anos”.Artaxerxes, rei da Pérsia, decretou a reconstrução de Jerusalém no ano 457 a.C.(Esdras 6:14 e 7). De 457 a.C., até 408 a.C., são 49 anos (7 semanas).Reconstrução finalizada e começa as atividades no Templo de Jerusalém. De 408 a.C., acrescenta 434 anos(62 semanas) e chega em 27 d.C. Em 27 d.C., o Messias foi batizado, iniciando seu ministério. Acrescentam 3 anos e meio, chegamos em 31 a.C., ano que mataram o Messias. O véu do Templo rasgou de cima a baixo. As atividades do Templo, tempo de sua validade na profecia: 437 anos e meio. Acrescentam novamente 3 anos e meio, chegamos em 34 d.C., ano que mataram o 1º cristão: Estevão. Este ato cumpre o tempo dado de privilégio de Deus a Israel, isto é, as 70 semanas. (490 anos). “Com o grande sacrifício oferecido sobre o Calvário, terminou aquele sistema cerimonial de ofertas, que durante quatro mil anos haviam apontado para o Cordeiro de Deus. O tipo alcançou o antítipo, e todos os sacrifícios e ofertas daquele sistema cerimonial deveriam cessar.” Grande Conflito, pág. 327. “A nação selou sua recusa do Evangelho, pelo martírio de Estevão e perseguição aos seguidores de Cristo. Assim, a mensagem da salvação, não mais restrita ao povo escolhido, foi dada ao mundo.” G.C. pág.328. A partir de 34 d.C., o Israel espiritual é que entra em cena. Os judeus podem ser salvos individualmente, mas não são salvos como nação. A nação perdeu em 34 d.C., seu status de nação escolhida.
ANJOS EM GUERRA
É nos pés da estátua. Nos dias destes reis, a pedra vinda do céu, essa pedra que simboliza o reino eterno de Jesus, a volta de Jesus. Temos a história do mundo no cap. 2. Estamos aguardando a parte final que é esta pedra a volta de Jesus. Tudo indica que está próximo. Tem até pessoas que não aguentam mais o planeta e falam assim: ’Venha meteoro!’ Meteoro é a pedra. Nós acreditamos que a partir de 1798 começou o tempo do fim. Profecia é a história e Deus conta antecipadamente. Cap.2 de Daniel ao rei: ”Deus está mostrando ao rei o futuro, o que vai acontecer no futuro.” Percebes que em Daniel 8 começa na Medo-Pérsia, pois a Babilônia já tinha passado. "A vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito" Provérbios 4:18. E chegamos ao cap. 10. “As quatro visões encontradas no livro de Daniel tratam da luta entre as forças do bem e as forças do mal nesta terra, desde o tempo de Daniel até o estabelecimento do reino eterno de Cristo. Já que Satanás usa os poderes da terra(ou reinos) em seu favor para se opor ao plano de Deus e na tentativa de destruir o povo de Deus, estas visões apresentam esses poderes através dos quais ele tem estado mais ativo.” (Seventh-Day Adventist Bible Commentary, V.4, pág.752, 753). “O mundo caído é o campo de batalha para o maior conflito que o universo celestial e os poderes terrestres já presenciaram. Decidiu-se que ele fosse o teatro em que ele seria resolvida a grande luta entre o bem e o mal, entre o Céu e o inferno. Todo o ser humano desempenha uma parte nesse conflito. Ninguém pode estar em terreno neutro.” Exaltai-O, pág.290. As três profecias são os capítulos: 2 , 7, 8 e 9. Já a quarta profecia são os capítulos 10 ao 12. Quando Daniel foi levado para Babilônia ele era novo, tinha uns 16, 18 anos. Mas agora ele ao receber a visão do cap.10, já estava mais ou menos com 90 anos de idade. A visão ocorreu no período de 536 e 535 a.C. isto é, ”terceiro ano do reinado de Ciro”. Dario, o medo, morre, e seu general, o Ciro, sucedeu no trono. O início do reinado de Ciro marca o fim dos 70 anos do cativeiro babilônico. Estudamos o cap.9, e dois anos depois Daniel tem a visão do cap.10. Parte do povo de Israel voltou para Jerusalém sob a liderança de Sesbazar(Esdras 1:8). Daniel não foi, mas ficou cheio de esperança de que Israel se recuperaria novamente e a cidade e o Templo fossem reconstruídos. No cap. 9 vimos Daniel orando. Agora, a situação não era boa em Israel. Quando Israel foi, os samaritanos, a princípio, se ofereceram para ajudar na reconstrução. Como Israel não aceitou pois eram idólatras, ficaram com raiva e começaram a impedir a reconstrução. Lendo os livros de Neemias e de Esdras, veremos que não estava fácil, e a construção não avançava. As más notícias chegaram a Daniel que decidiu orar. Em Daniel 10:1 está escrito “grande conflito”, na verdade todos os capítulos vem falando deste grande conflito. Em algumas traduções está “uma grande guerra”, “uma guerra prolongada”. Conflito este que iniciou no Céu, de acordo com o cap.12:7 do Apoc. Existe uma dimensão que não conseguimos ver, é uma guerra de anjos. Daniel, triste com esta situação busca ao Senhor. Não apenas orava, mas fazia um jejum parcial por três semanas(21dias). Então, o anjo Gabriel veio e falou palavras motivacionais a Daniel, falou que as orações dele foram ouvidas desde o início que ele começou a orar, e que forças que não conseguimos ver, estava atrapalhando. No verso três começa a descrever as forças do bem e as forças do mal. Este “príncipe da Pérsia” não é o rei Ciro da Pérsia, ele parece estar em função contrária ao Príncipe do povo de Deus. É o Satanás que estava tentando indispor o rei Ciro contra Israel. Deus estava lutando com o rei Ciro, que ele se colocasse ao lado do povo de Deus, tomando decisão a seu favor, que Jerusalém fosse reconstruída novamente. E Satanás não queria. Ele queria a destruição completa de Jerusalém e daí não se cumpriria as profecias a respeito dela, do Templo, do Messias, tudo mais. Em Ef. 6:12 diz assim: “Porque nossa luta … contra forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” As pessoas na terra é espetáculo no Céu, um grande big brother. E fortalece Daniel, que as orações, jejum, chegaram até ao Céu. Este foi o motivo de Jesus(Miguel) vir até ele juntamente com o anjo mais importante, para revelar o futuro do povo de Daniel. Ele revela que a guerra espiritual continuaria: “Voltarei a lutar contra o anjo mal que tenta influenciar o reino da Pérsia”. Então ele revela o rei que viria a seguir, era o reino da Grécia, A Grécia não existia ainda, era o reino da Macedônia. O anjo chama pelo nome um país que não existia. E neste reino existiria também um anjo mau influenciando o líder daquele país, e a guerra, o conflito, iria continuar. Mas o motivo principal era que ele iria revelar a Daniel o futuro do povo de Israel, que começa no capítulo 11. O anjo estava certo, fala que é uma guerra prolongada, e ela continua até hoje. Estas batalhas contra as principados,as potestades, os dominadores deste mundo, as forças espiritual do mal, mas felizmente, de nosso lado está Miguel.
Daniel 11
Vimos até aqui que os capítulos 2, 7 e 8 apresentam linguagem simbólica, imagens formadas de múltiplos elementos(bestas, chifres, etc. ). A linguagem de Daniel 11 é considerada literal no sentido de não ser simbólica.
Daniel 11 é quando alguém conta uma história e omite os personagens. O narrador num jogo de futebol, por exemplo: “A partida vai começar. O campo está cheio. Milhares de pessoas estão assistindo a esta partida. O primeiro time solta a bola. O jogador pega a bola e cruza a bola lá para a ponta direita. O jogador da ponta direita vai levando a bola em direção ao gol que cruza a bola para o centro. O jogador que está no centro cabeceia a bola. O goleiro estica, a bola entra e é gol. E o time vence.” Você entende tudo que falei mas não sabe onde está sendo este jogo, não sabe que time que está com a bola, que time fez o gol, qual é o time que perdeu. O anjo foi contando a história e falta colocar o período de tempo e os personagens da história. Cabe ao pesquisador, ao estudioso, buscar as ferramentas, isto é, procurar na história, para ver se encontra, para ver se correspondem, se vai harmonizar com os textos proféticos da Bíblia. A gente vai colocando os personagens que não estão na Bíblia, mas são personagens da história, que quando coloca, compreende o que está falando.
“O mundo está agitado pelo espírito de guerra. A profecia do capítulo onze de Daniel atingiu quase o seu cumprimento completo. Logo se darão as cenas de perturbação das quais falam as profecias.” Testemunhos para a Igreja, vol. IX, pág;14. “Agora vim explicar o que acontecerá com o povo judeu(povo de Israel) no futuro. Pois a visão se refere a uma época futura.” Dan.10:14.
Diz, então, assim, em Daniel 11:2 “Agora, eu(Gabriel) te declararei a verdade: eis que ainda três reis(Cambises, Esmérdis, Dario I) se levantarão na Pérsia, e o quarto(Xerxes-Assuero) será cumulado de grandes riquezas mais do que todos; e, tornado forte(Grande exército) por suas riquezas, empregará tudo contra o reino da Grécia.”
Daniel 11:2 se refere à Medo-Pérsia. (539 -313 a.C.).
Vou colocar agora - “Depois se levantará um rei poderoso(Alexandre, o grande) que reinará com grande domínio e fará o que lhe aprouver.” Daniel 11:3. Alexandre assumiu o trono da Macedônia em 336 a.C. Em 334 a.C, cruza o Helesponto e inicia uma série de batalhas vitoriosas: Granico, Isso, Tiro, … Dessas três batalhas que deram a ele a expansão do império macedônico: Granico( 334 a.C) - Isso(333 a.C) - Arbela, Gaugamela(331 a.C). Passando pela Palestina, conquista Gaza. Entra no Egito em 331 a.C., e funda a cidade de Alexandria. Em 323 a.C., estabeleceu sua capital em Babilônia. “Mas, no auge, o seu reino será quebrado e repartido para os quatro ventos do céu, … o seu reino será arrancado e passará a outros fora de seus descendentes.” Daniel 11:4. Alexandre, o Grande, morreu em 323 a.C., com a idade de 32 anos, no antigo palácio de Nabucodonosor. Ele tinha um meio irmão e um filho pequeno. Os dois foram assassinados. Existem muitas teorias sobre a morte súbita do macedônio, o fato é que por causa de assassinatos ele não deixou herdeiros. O reino, na verdade, foi dividido entre seus quatro generais: Cassandro(Oeste), Lisímaco(Norte), Seleuco(Leste) e Ptolomeu(Sul). “A divisão do reino em quatro partes durou pouco tempo, porque os quatro generais começaram a guerrear entre si. Primeiro Lisímaco venceu Cassandro, e então Seleuco matou Cassandro em batalha, deixando Seleuco no Norte e Ptolomeu no Sul, que era o que havia restado do Império Greco-Macedônico.” KENNETH COX - Daniel, Pure and Simple, pág. 148, 149. A partir deste ponto os termos “rei do Norte” e “rei do Sul” passam a aparecer frequentemente em Daniel 11. Eles designam, inicialmente, as pessoas que controlavam a Síria e o Egito, países que ficavam ao norte e sul de Jerusalém. “O rei do Sul, Ptolomeu I Sóter(323-280 a.C) será forte, como também um de seus príncipes; Seleuco I Nicator(312-281 a.C) este será mais forte do que ele, (Ptolomeu I Sóter) e reinará, e será grande o seu domínio. Daniel 11:5. Livro de Siegfried J. Schwantes - “A história complicada da relação entre os dois reinos começa com o rei do Sul, Ptolomeu I Soter, firme no trono. Seu adversário principal foi Seleuco I Nicator, aqui chamado, “um de seus príncipes". Esta maneira de designar Seleuco é apropriada porque, quando foi vencido por seu rival Antígono em 316 a.C., ele se colocou sob a proteção de Ptolomeu. Posteriormente, Seleuco assistiu Ptolomeu na batalha de Gaza(312 a.C), na qual Demétrio, filho de Antígono, foi vencido. No mesmo ano, Seleuco recuperou o controle da Babilônia, e gradualmente estendeu sua autoridade do Helesponto à fronteira da Índia. O ano 312 a.C., marca o início da era selêucida usada para datar os acontecimentos em I e II Macabeus. O historiador grego Arriano chama Seleuco o maior dos reis que sucedeu a Alexandre, a mentalidade mais real, e dominador do mais vasto território depois de Alexandre. ” Daniel, o Profeta do Juízo, pág. 98. E vai ser assim sempre, o anjo vai colocando a história sem os personagens. Que é que fala em Daniel 11:6? Os fatos descritos pelo anjo no verso 6, acontecem trezentos anos depois. “Mas, ao cabo de anos eles se aliarão um com o outro; a filha(Berenice) do rei do Sul(Ptolomeu II) casará com o rei do Norte(Antíoco II), para estabelecer a concórdia; ela(Berenice), porém, não conservará a força do seu braço, e ele(Antíoco II) não permanecerá, nem o seu braço, porque ela(Berenice) será entregue, e bem assim os que a trouxeram, e seu pai, e o que a tomou por sua naqueles tempos.” A aliança entre os selêucidas e os ptolomaicos durou algum tempo, já que os sucessores, Ptolomeu II Filadelfo e Antíoco II, o divino, mantiveram o acordo. Esta harmonia acabou quando Antíoco II divorciou-se de Laodice para casar com Berenice.
Antíoco II Teo, rei do Norte, e Ptolomeu II Filadelfo, rei do Sul, decidiram fazer uma aliança através de um casamento. Antíoco II divorciou-se da sua esposa Laodice I a fim de casar com Berenice, filha de Ptolomeu II. Repudiou Laodice I e a exilou em Éfeso. Quando Ptolomeu II faleceu, Antíoco abandonou Berenice em 245 a.C com seu filho pequeno Antíoco, em Antioquia, e viver novamente com Laodice I na Ásia Menor. Mas ela conseguiu eliminar Antíoco por envenenamento. Já Berenice, o filho de Berenice e todas as suas servas, foram assassinadas por mandado de Laodice I. “Mas, de um renovo(o irmão de Berenice) da linhagem dela(Ptolomeu III Eurgetes de 245-221 a.C), um se levantará em seu lugar, e avançará contra o exército do rei do Norte(Antíoco II Teo de 261-246 a.C), e entrará na fortaleza, e agirá contra eles, e prevalecerá.” Daniel 11:7. Ptolomeu III, do Egito, rei do Sul, em busca de vingança, ataca e vence lá na capital da Síria, Antíoco II, da Síria, o rei do Norte. Conforme continua no verso 8, levou muitos “despojos”, muitas imagens de “ouro e prata” para o Egito. A guerra durou 5 anos. “Mas, depois, este(Seleuco II Calínico de 246-225 a.C, rei do Norte) avançará(para se vingar) contra o reino do rei do Sul(Ptolomeu III Eurgetes) e se tornará para a sua terra. (Seleuco II)”. Daniel 11:9. Foi derrotado e teve que voltar para a sua terra, isto é, para a Síria, de mãos vazias. Por trás dessas pessoas está o espírito mal. Os versos 10 a 13 falam da famosa batalha de Ráfia em 22/06/217 a.C., preparada por Seleuco III Cerauno Soter (226-223 a.C) e Antíoco III, o Grande(223-187 a.C), ambos filhos de Seleuco II. O Rei do Sul era Ptolomeu IV. Filapator. Durante a campanha na Ásia Menor, Seleuco III é assassinado e Antíoco III, seu irmão, assume o trono no lugar. “Os seus filhos(Seleuco III e Antíoco III) farão guerra e reunirão numerosas forças; um deles virá apressadamente, arrasará tudo e passará adiante; e, voltando à guerra, a levará até à fortaleza do rei do Sul(o Egito). Então, este(Ptolomeu IV , rei do Sul) se exasperará, sairá e pelejará contra ele, contra o rei do Norte(Antíoco III) porá em campo grande multidão, mas a sua multidão será entregue nas mãos daquele. A multidão será levada(4000 soldados de Antíoco III foi feito prisioneiro do Egito) e o coração dele se exaltará(Ptolomeu IV); ele derribará miríades, porém não prevalecerá( Ptolomeu era um devasso e por isso não continuou o sucesso aqui iniciado). Porque o rei do Norte(Antíoco III) tornará, e porá em campo multidão maior do que a primeira, e, ao cabo de tempos(cerca de 16 anos, em uma outra batalha, de Pânias), virá à pressa com grandes exércitos e abundantes provisões. ” Antíoco III, tinha a ambição de ser mandatário de todo de todo o antigo império de Alexandre, não desanimou com a derrota em Ráfia, e se preparou para mais um ataque ao reino do Sul, o Egito. O rei do Sul era um menino de 5 anos, Ptolomeu V Epifânio. No ano 201 a.C., invade a Palestina. Ele derrotou os egípcios na batalha de Pânias, e nesse período Antíoco IV Epifânio 215-164 a.C, toma do Egito a Celessíra e a Palestina. Por este tempo, Antíoco IV garantiu aos judeus a liberdade de culto e permitiu-lhes cobrar impostos destinados ao Templo de Jerusalém. Estes versos de Daniel 11, isto é, do 1 ao 13, tem uma interpretação que é aceita por quase todos os estudiosos das profecias de Daniel, a partir do verso 14, no entanto, existem diferentes interpretações. Gerhard Pfandl, diz que mesmo dentro da Igreja Adventista do 7º Dia, encontramos diferentes interpretações em Daniel 11. Apesar de Antíoco IV ter permitido aos judeus liberdade de culto, não pensem que ele se converteu não. Foi muito ruim também, e ele criou um culto em volta de si mesmo, se considerava encarnação de Zeus. Como Lúcifer, desejava adoração de si próprio. Em 198 a.C., invadiu partes do reino de Pérgamo e em 196 a.C., a Trácia, que proclamou como sua. Esta invasão trouxe problemas com Roma. Para piorar a situação, Antíoco IV acolhe na sua corte Aníbal, inimigo de Roma. Em 191 a.C., foi derrotado pelos romanos nas Termópilas, abandonando a Europa. Como os conflito continuam entre os dois reinos, e, posteriormente, em 189 a.C., foi definitivamente vencido na batalha de Magnésia, e perdeu toda a Ásia a oeste de Tauro e deixou de ter influência no Mediterrâneo. Roma começava a crescer em poder. “Naqueles tempos se levantarão muitos contra o rei do Sul(Ptolomeu VI Filometor 180-145 a.C), também os dados à violência entre o seu povo(império romano) se levantarão para cumprirem a profecia, mas cairão.” Daniel 11:14. “O rei do Norte(Antíoco IV)levantará baluartes e tomará cidades fortificadas; os braços do Egito não poderão resistir, nem o povo de Israel, o povo escolhido, pois não haverá forças para resistir.” Daniel 11:15.
Daniel 11:3 a 15 se refere à Grécia. (331 - 168 a.C.).
Minha interpretação de Daniel é historicista mas literal, Dentro da adventista tem aqueles que têm uma interpretação espiritual, interpretação simbólica. “Daniel 11:16 introduz um novo ator na cena de ação. Ele não é chamado de rei do sul ou rei do norte, mas “o que, pois, vier” (ou “inimigo” BLH). A partir deste ponto a frase “rei do norte” não aparece novamente no capítulo 11 até o verso 40. Ele desaparece completamente da narrativa quando este novo poder é introduzido. O rei do norte, o rei Selêucida, Sírio, regride, e este novo poder(Roma) ascende.” William H. Shea. Mas, sempre vai haver um poder ao norte de Israel; e um poder ao sul de Israel. O texto diz que “tudo estará em suas mãos” (v.16). Esta é uma frase técnica usada para introduzir um novo poder na profecia. Foi usada para introduzir a Grécia no verso 3, e agora é usada no verso 16 para Roma. A batalha de Pidna(168 a.C) marca o primeiro passo do Império Romano em eliminar o Império Greco-Macedônico. O país foi dividido em 4 províncias e um imposto anual era pago a Roma. Naquele momento, o senado romano não tomou o governo para si, mas deixou o governo para eles mesmos. Um distrito era independente do outro, mas todos eram submissos e dependentes de Roma. Como Roma está ao norte de Israel, podemos pensar em Roma como novo rei do norte, ainda que o anjo não cita Roma como rei do norte. “O general romano Pompeu, em 63 a.C., interveio numa disputa entre os irmãos Hircano e Aristóbulo, rivais no trono da Judéia. Os defensores se fecharam no templo e resistiram aos romanos durante três meses. Foi nesta ocasião que, de acordo com Josefo, Pompeu rompeu o véu e invadiu o lugar santíssimo do templo de Jerusalém, agora vazio, naturalmente, pois a Arca do Concerto havia sido escondida desde o exílio (Jeremias 37:10)”. Daniel, na exhaustive Ellen G. White Commentary, pág. 326. Conforme o comentário que a partir de 63 a.C., Roma invadiu Israel, logo começam a sofrer também com o rei do norte. Daniel 11:16 “O que, pois, vier contra ele(Império Romano) fará o que bem quiser, e ninguém poderá resistir a ele; estará na terra gloriosa(Israel), e tudo estará em suas mãos.” data = 51 a 30 a.C Nos versos 17 a 19 atenção especial a Júlio César e Pompeu. Rei do Egito = Ptolomeu IV Auletes ou Ptolomeu XI, que morreu em 51 a.C. e sua filha Cleópatra VII que comandou o Egito, ficou como herdeira. Ele “resolverá vir com a força de todo o seu reino.” (v.17). Aqui está descrito um movimento além da Judéia, uma campanha em outro país. A vinda de Roma no verso 17 não é para a Judéia, que já foi descrita no verso 16. Roma já tinha conquistado a terra do norte; agora está pronta para continuar para o sul, para o Egito. O Egito não foi formalmente incorporado ao Império Romano até o sucesso de Otaviano ali, no ano 30 a.C., mas Júlio César entrou no Egito enfruenciando o mesmo já em 48 a.C. Júlio César, que tinha cerca de 50 anos de idade, se apaixonou por Cleópatra, que tinha 22 anos de idade. Júlio César acabou sendo assassinado no ano 44 a.C. E então, o rival é Marco Antônio, que perdeu na batalha de Actium, no ano 31 a.C., contra Otaviano. Marco Antonio acabou se suicidando. E Cleópatra percebendo que não tinha qualquer chance com Otaviano, comete suicidio. Com sua morte, a dinastia ptolomaica do Egito chega ao fim. A partir do ano 30 a.C., Egito torna-se apenas uma província do Império Romano. Daniel 11:17 “(O rei do norte, ou Roma)Resolverá vir com a força de todo o seu reino, e entrará em acordo com ele,(o rei do Egito, Ptolomeu XI, que morreu em 51 a.C) e lhe dará uma jovem em casamento(Cleópatra VII, filha do rei do Egito) para destruir seu reino( o reino de Roma); isto, porém, não vingará, nem será para sua vantagem.”(Roma, como já estava profetizado, dominou toda a região, inclusive o Egito). Júlio César nasceu em 13/07/100 e morreu em 15/03/44 a.c., o historiador Plutarco descreve o seu sucesso na Gália: “Em menos de dez anos de guerra na Gália, ele tomou 800 cidades, conquistou 300 nações, e lutou em batalhas diversas vezes com três milhões de homens, um milhão dos quais ele cortou em pedaços e outro milhão ele levou como prisioneiros. Em 47 a.C., ele vai ao Egito. Durante sua estada no Egito, ele se envolveu com Cleópatra, e dessa relação nasceu seu único filho, Ptolomeu XV do Egito (Cesarion). Do Egito, César vai para o Médio Oriente onde venceu de forma arrasadora. Sua vitória foi tão grande e rápida que ele comemorou com a frase: Veni, vidi, vici = vim, vi, venci. Acabou sendo assassinado em Roma, em 44 a.C., por um grupo de senadores.” Resumo de Daniel 11:18,19 “Júlio César, o líder romano, vai tomar muitas terras costeiras do mar Mediterrâneo, mas por se engrandecer e liderar como ditador, um de seus amigos, Cássius Longínquos, vai participar de uma revolta. Júlio César voltará para Roma, mas ali será assassinado.” Daniel 11:20 “Levantar-se-á, depois, em lugar dele(no lugar de Júlio César), um(César Augusto, 27 a.C., - 14 d.C.) que fará passar um exator pela terra mais gloriosa do seu reino(Israel); mas, em poucos dias,(César Augusto) será destruído, e isto sem ira, nem batalha.” "Exator” é que Augusto emite para todo o Império, para que vão ao local de nascimento para recenseamento, para controle de coleta de impostos. O Messias nasceu no momento em que José e Maria foram a Belém para fazer o recenseamento. Augusto teve uma doença e morreu por isto.
Daniel 11:16 a 20 se refere a Roma Pagã. (168 a.C - 476 d.C.).
Daniel 11:21 a 39 se refere a Roma Papal. (538 d.C - 1798 d.C.).
O tempo do fim começa em 1798 e vai até a volta de Jesus.
Daniel 11:21 - Boa parte dos teólogos coloca Tibério como o personagem do verso 21, mas alguns já vêem a entrada do papado. Rei do Norte é o papado; rei do Sul: Árabes/Islã.
Tibério não era filho natural de Augusto e obviamente, não estava na linha sucessória ao trono. Sua mãe, Lívia, se tornou esposa de Augusto à força e foi assim que Tibério se tornou o centro do poder romano.
O “homem da iniquidade” que Paulo escreveu em II Tessalonicenses 2:3, muitos estudiosos crêem que Paulo puxou de Daniel 11:21 “homem vil.”
A origem do poder temporal dos papas apresenta um dos fenômenos mais extraordinários que os anais da história oferece à admiração dos homens … esse novo poder de origem modesta criou raízes mais profundas e logo teve domínio mais extenso que o reino … cresceu ao lado do poder do imperador e da sombra protetora dele, e a influência dos papas aumentou de tal forma que a majestade do primeiro sacerdote eclipsou o brilho da púrpura.” Sucessos Preditos da História Universal, pág. 56. Para William H. Shea, os versos 23 a 39 não apresentam as atividades do poder papal necessariamente em uma ordem cronológica consecutiva, como apareceu antes, nos versos anteriores. Ao invés disso, elas estão, aparentemente, colocadas em ordem de temas, por ordem de eventos:
Tira o sacrifício diário: Daniel 8:11 / Daniel 11:31.
Perseguição: Daniel 7:25 / Daniel 8:10 / Daniel 11:32-34.
Exaltação Própria: Daniel 7:8, 20, 25 / Daniel 8:10 / Daniel 11:35-39.
Daniel 11:23 - “Apesar da aliança com ele(aparente aliança com Cristo), usará de engano; subirá e se tornará forte com pouca gente.” Na História da Igreja Cristã temos alí os apóstolos: “Nós cremos em Jesus que é igual a Deus.” 1º e 2º séculos é início da Igreja.
E veio o 3º e 4º séculos onde o paganismo se mistura: ”Cremos também nos santos.” Aparece a idolatria das imagens.
No ano 325 veio o 1º Credo de Nicéia: “Cremos em Deus que gerou a Jesus Cristo.” Ou seja, Jesus foi criado.
No ano 381 veio o 1º Concílio de Constantinopla: “Cremos na Santa Igreja Católica Apostólica.” Até hoje, diz que fora da Igreja não tem salvação.
Veja que agora temos um problema: Constantinopla foi reinaugurada no ano 324 como a nova capital do Império Romano pelo imperador Constantino, nomeada e dedicada em 11/05/330. Então temos aqui uma divisão, pois Constantinopla seria agora a nova capital do império.
História da Igreja Cristã do 5º e 6º séculos: Os Ostrogodos arianos controlavam a Itália desde 493. O imperador católico Justiniano declarou Constantinopla uma nova capital do império. Ele declarou o bispo de Roma o chefe de todas as igrejas cristãs em 533. Mas apenas em março de 538 o imperador retomou Roma, dando validade ao decreto de Justiniano. Então temos dois centros religiosos: Igreja Católica Apostólica Romana, de idioma latim, em Roma; e a Igreja Católica Apostólica Ortodoxa, de idioma grego, em Constantinopla.
Perseguiu os cristãos fieis.(v.22). “... mas por certo tempo.”(v.24). Dn 7:25 e Ap.12:6,14 = 1260 anos. (538 - 1798 d.C.).
Vemos crescimento do papado medieval , tratados baseados no engano.(v.23).
Roubaria os ricos e enriqueceria a Igreja.(v.24).
Daniel 11:25 - 30. Estes versos antecipam o tempo das Cruzadas.(1096 - 1204 d.C.). Elas se iniciam no tempo do papa Urbano II(1088 -1099d.C.), e a meta era libertar a Terra Santa(Israel) dos muçulmanos(rei do Sul), deixando a terra livre para peregrinos cristãos. A campanha continua com os papas seguintes: Eugênio III(1145 - 1153 d.C.). Gregório VIII(1187 d.C.).
Clemente III(1187 - 1191 d.C.). Inocêncio III(1198 - 1216 d.C.). Gregório IX(1227 - 1241 d.C.).
A 1ª Cruzada aconteceu entre 1096 - 1099 d.C. Foi um ataque feroz ao poder do sul. Jerusalém foi tomada em 15/07/1099. A carnificina foi tão horrível, como a pior já registrada na história. Os invasores cristãos, o poder do norte, mataram com suas espadas consagradas todos os muçulmanos e até judeus que estavam dentro de Jerusalém. Torquato Tasso(1544-1595 d.C.), poeta italiano, conhecido pelo poema Gerusalemme liberata(Jerusalém libertada, 1581), no qual ele retrata uma versão dos combates entre cristãos e muçulmanos no final da 1ª Cruzada.
Dn.11:27 - “Também estes dois reis(Raymond e Godfrey) se empenharam em fazer o mal e a uma só mesa falarão mentiras (Os dois tentam ganhar o poder em Jerusalém através de trapaças e mentiras); porém isto não prosperará, porque o fim virá no tempo determinado.” (Deus já tinha um tempo determinado para que este poderio chegasse ao seu fim, que foi através das tropas de Napoleão).
Dn.11:28 - “O poder Papal foi se tornando cada vez mais rico e poderoso com essas cruzadas. E depois disso, voltará a atenção para a sua região e se voltará contra o povo remanescente de Deus.” A 2ª Cruzada: 1147 - 1149 d.C. A 3ª Cruzada: 1189 -1192 d.C.
A 4ª Cruzada: 1202 - 1204 d.C.
Dn.11:29, 30 - “No tempo determinado, tornará a avançar contra o Sul; mas não será nesta última vez como foi na primeira.” (Uma vez mais o papado tenta dominar o sul, a região da Palestina e dos árabes. Na primeira vez eles venceram em Asquelom, mas agora seria diferente.).
“Porque virão contra ele navios de Quitim, que lhe causarão tristeza; voltará, (A guerra ocorre pelo mar vindo do lado da Grécia e os egípcios vencem prendendo Luis IX, que depois volta para a Europa), e se indignarão contra a santa aliança, e fará o que lhe aprouver; e, tendo voltado, atenderá aos que estiverem desamparado a santa aliança.”(O papado agora inicia a perseguição contra o povo de Deus pela Inquisição).
Temos agora uma nova batalha entre o poder do Norte, o poder Papal, e o rei do Sul, o Egito, ou a região árabe. Na cruzada mencionada a guerra foi fora do Egito, mas contra os egípcios que vieram até a Palestina(v.25), no entanto, a batalha se deu no mar. Esta batalha foi liderada pelo devoto rei da França, Luis IX. Ele passou o inverno de 1248 na ilha de Chipre, mas na primavera de 1249 ele velejou em direção ao Egito, invadindo através de um dos braços do delta do Nilo, Damietta. A maior parte da guerra foi em Mansourah, em fevereiro de 1250. Foi a maior derrota das forças cruzadas. O próprio Luis IX foi preso, e quando finalmente foi solto, voltou para a Europa com apenas 1400 homens. Este foi o fim da última cruzada no Oriente Médio.
Estamos em Roma papal . Daniel 11:21-39. Lembre-se, não estou aqui para falar mal da Igreja Católica, estou aqui para apresentar a história e muitas vezes a história não é bonita. Durante o período que o papado exerceu o seu poder ele tem usado alguns títulos: “Sua Santidade”, “Vigário do Filho de Deus”, “Nosso Senhor Deus, o Papa”, “Rei do Mundo”, “Rei dos Reis e Senhor dos Senhores”, “Pontífice Máximo”. O Concílio Catolico de Trento em 1545 declarou o seguinte: “Nós definimos que a Santa Sé Apostólica(Vaticano) e o Pontífice Romano(Papa) têm a supremacia sobre todo mundo.” (The Most Holy Councils Volume XIII, Column 1167). “O Papa não é apenas o representante de Jesus Cristo, mas ele é Jesus Cristo, Ele mesmo, oculto sob o véu da carne.” (Catholic National - July 1895).
Daniel 11:31 - “Dele(do poder papal) sairão forças que profanarão o santuário, a fortaleza nossa, e tirarão o sacrifício diário, estabelecendo a abominação desoladora.” (O sacrifício de Cristo é rebaixado e praticamente anulado, pois o que tem valor é a missa. Ali a morte de Cristo é realizada novamente. O padre toma lugar do Sacerdote Celestial, ao ouvir, perdoar e absolver as pessoas do pecado. Isto é abominação). “O papa pode modificar a lei divina, uma vez que o seu poder não é o de homem, mas de Deus, e ele age em lugar de Deus sobre a Terra, com total poder de unir e de afastar seu rebanho”. (Prompta Bibliotheca, art. Papa, II). “A Igreja de Deus achou por bem transferir a comemoração da observância do sábado para o domingo”. (Catechism of the Councils of Trent for Parish Priests, pág.402 e 43).
Algumas mudanças no cristianismo realizadas pela Igreja Romana:
321 AD: Decreto de Constantino para a santificação do domingo.
600 AD: Orações passam a ser feitas a Maria, a santos mortos e a anjos.
786 AD: Adoração da cruz, imagens e relíquias.
995 AD: Canonização dos santos mortos.
1123 AD: A Bíblia passa a ser proibida para os leigos. O Concílio de Tolosa decretou: “Nós também proibimos aos leigos que possuem os livros do Velho e do Novo Testamento … proibimos estritamente que os leigos tenham em sua posse os mencionados livros … ‘.
1190 AD: Venda de indulgências.
1215 AD: Confissão auricular dos pecados diretamente ao sacerdote e não a Deus, instituído pelo papa Inocêncio III, no Concílio de Latrão.
1229 AD: A leitura da Bíblia é proibida aos leigos. O Papa Pio XIV, pela Bula Dominice Gregis, ordena: “ … Aos leigos fica proibido a leitura da Bíblia”.
1545 AD: A tradição é declarada como tendo autoridade igual à Bíblia.
1546 AD: Os livros apócrifos são adicionados à Bíblia.
Então são vários erros que foram introduzidos pela Igreja ao longo da história.
Daniel 11:32 - “Aos violadores da aliança,(a igreja que se afastou dos princípios de Cristo e se uniu ao paganismo) ele, com lisonjas, perverterá, mas o povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e ativo.” (muitos foram levados ao engano pela promessa de poder e riqueza, mas o fiel povo de Deus continuou firme apesar da intensa perseguição).
Daniel 11:33 - “Os sábios entre o povo ensinarão a muitos; todavia, cairão pela espada e pelo fogo, pelo cativeiro e pelo roubo, (os valdenses, lolardos, hussitas, luteranos, anabatistas e huguenotes que preferiram morrer a abdicar a sua fé) por algum tempo.” (1260 anos de supremacia papal).
Daniel 11:34 - “Ao caírem eles, serão ajudados com pequeno socorro; (Através dos anos de perseguição e apostasia descritos nos versos 33 e 34, Deus repetidamente mandou o socorro a Seu povo. Um ‘pequeno socorro’ na pessoa de líderes que falaram em meio às trevas chamando o povo a um retorno aos princípios das Escrituras. Entre eles, alguns, como os ministros valdenses do século XII; John Wyclif da Inglaterra, no século XV; John Huss e Jerônimo de Praga, no século XVI. Muitos outros, não menos importantes, ainda poderiam ser citados) mas muitos se ajuntarão a eles com lisonjas.”
Daniel 11:35 - “Alguns dos sábios cairão para serem provados, purificados e embranquecidos, até ao tempo do fim, porque se dará ainda no tempo determinado.” (O fim da perseguição estava determinado na profecia de Daniel 7:25 e Ap.12:6 e 14. Duraria 1260 anos, de 538 a 1798 d.C).
“No sexto século tornou-se o papado firmemente estabelecido. Fixou-se a sede de seu poderio na cidade imperial e declarou-se ser o bispo de Roma a cabeça de toda a igreja. O paganismo cedera lugar ao papado. O dragão dera à besta ‘o seu poder, e o seu trono e grande poderio’(Ap.13:2). E começaram então os 1260 anos de opressão papal preditos nas profecias de Daniel (Dn.7:25) e João (Ap.13:5-7). Os cristão foram obrigados a optar entre renunciar a sua integridade e aceitar as cerimônias e cultos papais, ou passar a vida nas masmorras, sofrer a morte pelo instrumento de tortura, pela fogueira, ou pela machadinha do verdugo. [...] Desencadeou-se a perseguição sobre os fiéis com maior fúria do que nunca, e o mundo se tornou um vasto campo de batalha ” História da Redenção, pág. 330 e 331.
Papa Inocêncio III (1198 - 1216): decretou que os papas têm o direito de eliminar reis, ordenar o extermínio de pessoas ou povos considerados heréticos, instituir a Inquisição e proibir a leitura da Bíblia em linguagem popular e assim foi feito.
Papa Inocêncio IV (1241 - 1254): sancionou a lei que instituiu a tortura como forma de fazer sofrer os suspeitos de cometer heresias.
Papa Nícolas V (1447 - 1451): autorizou ataques militares contra povos africanos e a escravatura de negros para trabalhos forçados.
Papa Sixtus IV (1471 - 1484): sancionou a Inquisição entre o povo de fala hispana.
Papa Leo X (1513 - 1521): determinou que a queima de pessoas consideradas hereges pela Igreja Católica era uma ordem divina.
Papa Pio IX (1846 - 1878): condenou as Sociedade Bíblicas e proclamou o direito de suprimir heresias pela força e tortura. Este Papa foi o pior e o mais cruel inquisidor da Espanha. No entanto, foi canonizado em 1866, sendo colocado entre “os mais altos dos santos.”
“O rei que haveria de se levantar e “engrandecer sobre todo o deus”(v.36), foi sem dúvida o papa medieval. Quando os papas pretenderam assumir o direito de matar as pessoas que Deus amava e de modificar os Dez Mandamentos que Deus outorgou no Monte Sinai, não é verdade que eles se exaltaram acima de Deus?”(Maxwell, Uma Nova Era Segundo as Profecias de Daniel, 311).
Daniel 11:36 “Este rei(o Papa) fará segundo a sua vontade, e se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus( … será tão vaidoso que pensará que está acima de todos os deuses … BLH); contra o Deus dos deuses falará coisas incríveis e será próspero, até que se cumpra a indignação;(o período de 1260 dias/anos predito em Dn.7:25 e Ap. 12:14) porque aquilo que está determinado será feito.”
Daniel 11:37 “Não terá respeito aos deuses de seus pais(os primeiros cristãos e seu amor por Jesus), nem ao desejo de mulheres(não valorizariam as mulheres - de fato se tornaram celibatários), nem a qualquer deus, porque sobre tudo se engrandecerá.”
Daniel 11:38 “Mas, em lugar dos deuses, honrará o deus das fortalezas (Deus das fortalezas= Satanás. Quando se adora a uma imagem, em lugar de Deus, está se adorando ao próprio Satanás.); a um deus que seus pais não conheceram, honrará com ouro, com prata, com pedras preciosas e coisas agradáveis.” (O local de adoração era ricamente adornado com todo tipo de material precioso).
Daniel 11:39 “Com o auxílio de um deus estranho( um deus estranho e não o Senhor Deus), agirá contra as poderosas fortalezas, e aos que o reconhecerem, multiplicar-lhe-ás a honra, e falo-ás reinar sobre muitos, e lhes repartirá a terra por prêmio.” (Com a ajuda de pessoas que adoram um deus estranho - diferente, ruim , mau) - ele defenderá as suas fortalezas. E todos os que o aceitarem como rei receberão honrarias, posições de autoridade e terras.” - BLH).
Daniel 11:40 “No tempo do fim(na nossa época, após 1798), o rei do sul(os árabes ou países da região, os muçulmanos) lutará com ele(muçulmanos extremistas da Al-Qaeda atacam o WTC no dia 11/09/2011), e o rei do norte(os EUA) arremeterá contra ele(contra os árabes) com carros, cavaleiros e com muitos navios, e entrará nas suas terras, e as inundará, e passará.”
Daniel 11:41 “E entrará na terra gloriosa(Israel), e muitos países cairão(Países têm caído na região), mas da sua mão escaparão estes: Edom e Moabe,e os chefes dos filhos de Amom.(Jordânia).
Daniel 11:42,43 “Ele(EUA) estenderá a sua mão contra os países, e a terra do Egito não escapará, e apoderar-se-á dos tesouros de ouro e de prata e de todas as coisas preciosas do Egito; e os líbios e os etíopes o seguirão.” (Controlaria o Egito e outros países do Oriente Médio).
Aquelas pessoas que estudam Daniel 11 vendo coisas simbólicas, dizem que vamos ter nos versos 44 e 45, um embate entre o Ateísmo e o Cristianismo. Então o Egito, a França, simbolizando o Ateísmo, e até a própria Rússia. Mas se até agora a gente vem falando de guerras reais, que ocorreram no entorno alí de Israel, ou seja, o povo de Daniel, por que esta guerra final seria simbólica e não uma guerra real? Como é que o Apocalipse descreve esses momentos finais? Alguns vêem um paralelo entre Apocalipse e Daniel, especialmente quando o anjo derrama a “sexta praga” sobre a Terra pouco antes da volta de Jesus. O selo de Deus já está inclusive colocado nas pessoas, já está separado o joio do trigo, porque as pragas não caem sobre o povo de Deus, as pragas caem sobre os ímpios. Ap.16:12-14(ARA) “Derramou o sexto a sua taça sobre o grande rio Eufrates, cujas águas secaram, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do lado do nascimento do sol. Então, vi sair da boca do dragão(Satanás), da boca da besta(Vaticano) e da boca do falso profeta(EUA e espiritismo) três espíritos imundo semelhantes a rãs; porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso.”
Daniel 11:44 “Mas, pelos rumores do Oriente e do norte,(países ao norte de Israel como a Rússia e ao Oriente, como o Irã, China e Coréia do Norte) será perturbado(os EUA) e sairá com grande furor, para destruir e exterminar a muitos.”(uma grande guerra final).
Daniel 11:45 “Armará suas tendas entre o monte santo e glorioso e o mar.(montará uma base em Israel entre os mares Mediterraneo e Mar da Galiléia) Enquanto estiver lá, porém, chegará a seu fim, e ninguém o ajudará.”(Este é o fim do poder do rei do Norte, o fim dos poderes aliados do dragão, o Satanás).
Ap. 16:16 “Então, os ajuntará no lugar que em hebraico se chama Armagedom.”
Quem está em Israel, do lado leste para o Oriente, temos alí o Irã, Arabia Saudita, China, Coréia do Norte. Também fala do rumor que vem do norte. No norte temos a Rússia. O local da guerra, o anjo fala a Daniel que seria entre os mares. Se for ao sul, onde tem a base americana(Bislach Air Base = SITE 512)no Negueb, que fica entre os mares Mediterraneo o Morto. Ao norte tem o Monte Sião, o “Monte Santo”. Mas tem outro lugar que fica entre o Mediterraneo e o mar da Galileia, este lugar é chamado de Vale de Jezreel, também, Vale Megido, Vale do Armagedom.
Alguns, ao lerem esses versos, falam de que se trata de um conflito espiritual, entre escolher a Deus ou o anticristo, o próprio Lúcifer, que vai estar personificado na figura de Cristo. Claro que isto vai acontecer, todos estarão alí no vale da decisão, por isso é importante tomar a decisão hoje, agora. Quando chegar a hora você já tomou a decisão. Não importa o que ocorra quando chegar a hora você vai estar ao lado de Deus, selado de Deus, porque os outros vão estar com a marca da besta. Daniel 12:1, fala alí, que haverá um tempo de angústia tal qual nunca houve. Então a impressão que temos é que vai ocorrer uma guerra real na região do Eufrates, que é nas proximidades de Israel. E um dos lados desta guerra é formado pelos reis que vêm do Oriente, e vendo do lado leste. São influenciados pelo dragão(Satanás), a besta(poder papal) e o falso profeta(EUA). Influenciados por espíritos de demônios e esta peleja ocorre nos últimos momentos da história da Terra, ou seja, por ocasião da “sexta praga” do Apocalipse. O livro do Apocalipse ainda fala de “dez reis” que reinariam sobre a Terra nos últimos momentos do nosso mundo. Ap.17:12 “Os dez chifres que vistes são dez reis, os quais ainda não receberam reino, mas receberão autoridade como reis, com a besta, durante uma hora.”
Então um G-10 governaria esta Terra com a besta, possivelmente o trio demoníaco já estaria formado(dragão, besta, falso profeta). Quando estudamos sobre a sociedade secreta dos Illuminati, no plano deles querem dividir a Terra em dez regiões. Será que isto é coincidência? O Apocalipse também fala que o G-10 só consegue governar por “1 hora” profética. Ou seja, 15 dias literais. Duas semanas. Apocalipse também diz qual é o fim da besta que é parecido com Daniel 11:45. “Os dez chifres que viste e a besta, esses odiarão a meretriz, e a farão devastada e despojada, e lhe comerão as carnes, e a consumirão no fogo.” Ap. 17:16. Estes G-10, juntamente com a besta(EUA), destrói o papado. Ap.18:8 -10 “Por isso em um só dia, sobrevirão os seus flagelos: morte, pranto e fome; e será consumida no fogo, porque poderoso é o Senhor Deus que a julgou. Ora, chorarão e se lamentarão sobre ela os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em luxúria, quando virem a fumaceira do seu incêndio, e. conservando-se de longe, pelo medo do seu tormento, dizem: Ai! Ai! Tu grande cidade, Babilônia, tu, poderosa cidade! Pois em uma só hora, chegou o teu juízo.” Ou seja, as pragas, os flagelos, caem sobre a Terra durante “um dia” profético, ou seja, um período de um ano. As “7 pragas” vão cair em diferentes lugares do planeta. E há uma que vai cair no trono da besta, no Vaticano, e o poder do Vaticano é destruído. Como “uma hora” profética é 15 dias literais então vejam que o Vaticano vai sofrer terrivelmente antes da destruição total. “Cristo deu sinais de Sua vinda … Lucas 21:28” DTN, 632.
Links:
https://www.adventist.org/pt-br/em-que-os-adventistas-do-setimo-dia-acreditam/
ttps://centrowhite.org.br/downloads/audiobooks/o-desejado-de-todas-as-nacoes/
https://consultoriadoutrinaria.blogspot.com/
http://consultadapalavra.blogspot.com/
https://youtu.be/l8VyLqdq1U8?si=97RSkL5aIA12swSb
https://youtu.be/d8zvyOi-2jI? si=bXql_Z_z1Hai_tlD
https://www.youtube.com/watch?v=AoLfdfB36ww
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