ANTIGO TESTAMENTO RESUMO
ANTIGO TESTAMENTO RESUMO
Antes do início só existia Deus. Ele nunca deixou de existir. Existe desde a eternidade. Ele não teve origem e nem foi criado, e é o criador de todas as coisas. A eternidade é um atributo exclusivo de Deus. Lúcifer foi criado, houve uma batalha no céu, e ele foi expulso e vagou pelo abismo. No princípio Deus criou os céus e a terra. No sexto dia, Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, do homem criou a mulher. Adão e Eva foram criados perfeitos, puros e inocentes. Eles tinham plena comunhão com Deus e viviam no Jardim do Éden como mordomos da criação de Deus. Quando a Terra foi criada e foi colocada aqui nossos primeiros pais, Lúcifer conseguiu enganá-los através de uma serpente, usando a serpente como um médium. É de ficar arrepiado com este negócio de médium. Ele incorporou a serpente, falou com Eva enganando-á, que é o que ele faz hoje, incorporando pessoas e enganando. E começou o seu trabalho de destruição e engano aqui neste planeta e por hereditariedade toda a raça humana foi precipitada nesse abismo de depravação total. Adão e Eva tiveram dois filhos: Caim e Abel. Por inveja, Caim matou Abel tornando-se o primeiro homicida e patricida. Mais tarde, Adão e Eva tiveram outro filho que passou a se chamar Set. Dele começou a surgir uma descendência santa que se voltou para Deus. Agora há uma divisão, a descendência de Caim vai para um lado, e eles são chamados de “filhos dos homens”. E os que quiseram ficar próximo ao Jardim do Éden são chamados “filhos de Deus.” Não tardou, porém, que a Terra se encheu de maldade e violência. Deus então resolveu eliminar da face da Terra o homem que havia criado. Mas havia um justo: Noé. Por isso Deus derramou o juízo por meio do dilúvio, salvando Noé, sua família e seus três filhos: Sem, Cam e Jafé com suas respectivas esposas, em uma arca construída por eles.(Patriarcas e Profetas - O Dilúvio - Cap.7 ) “Deus outorgára a esses antediluvianos muitas e ricas dádivas; mas usaram a Sua generosidade para se glorificarem, e as tornaram em maldição, fixando suas afeições nos dons em vez de no Doador. Empregaram o ouro e a prata, as pedras preciosas e as madeiras finas, na construção de habitações para si, e se esforçaram por sobrepujar uns aos outros no embelezamento de suas moradas, com a mais destra mão-de-obra. Procuravam tão somente satisfazer os desejos de seu orgulhoso coração, e folgavam em cenas de prazer e impiedade. Não desejando conservar a Deus em seu conhecimento, logo vieram a negar a Sua existência. Adoravam a natureza(Panteísmo) em vez do Deus da natureza. Glorificavam o gênio humano(Humanismo), adoravam as obras de suas mãos(Idolatria), e ensinavam seus filhos a curvar-se ante imagens de escultura. A poligamia fora logo introduzida, contrária às disposições divinas dadas ao princípio. [...] Mas, depois da queda, os homens preferiram seguir os seus próprios desejos pecaminosos; e, como resultado, o crime e a miséria aumentaram rapidamente. Nem a relação do casamento nem os direitos de propriedade eram respeitados. Quem quer que cobiçasse as mulheres ou as posses do seu próximo, tomava-as pela força, e os homens exultavam com suas ações de violência. Deleitavam-se na destruição da vida de animais; e o uso da carne como alimento tornava-os ainda mais cruéis e sanguinolentos, até que vieram a considerar a vida humana com espantosa indiferença.” A violência chega num ponto em que Deus decide destruir o planeta, e então vem o dilúvio. Chama a Noé para fazer a arca para salvar pelo menos parte da raça humana, e oito pessoas são salvas. Não vou entrar em detalhes, muitos de vocês já conhecem a história, Da criação até o dilúvio passaram 1656 anos. “Durante algum tempo os descendentes de Noé continuaram a habitar entre as montanhas(próximos ao monte Ararat) onde a arca repousára. Aumentando o seu número, a apostasia logo determinou a divisão. Aqueles que desejavam esquecer de seu Criador, e lançar de si as restrições de Sua lei, sentiam um incômodo constante pelo ensino e exemplos de seus companheiros tementes a Deus; e depois de algum tempo resolveram separar-se dos adoradores de Deus. Ali resolveram edificar uma cidade, e nela uma torre de altura tão estupenda que havia de torná-la uma maravilha do mundo. [...] Assim, a sua cidade tornar-se-ia a metrópole de um império universal. [...] A magnificente torre, atingindo os céus, tinha por fim permanecer como um monumento do poder e sabedoria dos seus construtores, perpetuando a sua fama até as últimas gerações.” (Patriarcas e Profetas - A Torre de Babel - Cap. 10) E daí eles saem. Vão para longe. Do monte Ararat, onde é hoje a Armênia, até a região da Torre de Babel, é longe. Não queriam contato os filhos de Cam, foram para longe. Tanto a cidade religiosa da Babilônia quanto a torre, o construtor principal é Nimrod, na verdade era um zigurate, e que hoje só existe a marca. No seu livro: En Route to Global Occupation, Gary H. Kah apresenta além da Babilônia, o Egito, Pérsia, Índia, Grécia, etc. Todas são antigas religiões de mistérios.
PERÍODO PÓS DILÚVIO Por meio dos filhos de Noé Deus recomeçou o povoamento da terra dando início aos diversos povos. Sem torna-se o pai das nações semitas. Cam torna-se o progenitor das nações africanas e asiáticas. E Jafé é o tronco das nações européias. O bisneto de Noé, Ninrode, descendente de Cam, e filho de Cush, começou a se destacar como varão corajoso, caçador e político-religioso. Começou a estabelecer um reino ímpio e de rebelião contra Deus. Constrói uma torre, obra extraordinária para o seu tempo, chamada de Babel. Concomitantemente, ao redor desta torre, foi também iniciada a construção de uma cidade que se chamaria Babilônia. Satanás começou a usar Nimrod para instalar um centro que seria a sede de um governo seu, donde o erro, a violência, as abominações, o engano, a idolatria, a blasfêmia e as afrontas ao verdadeiro Deus seriam difundidas a todas as nações e povos da terra. A torre de Babel tinha 7 andares, cada um deles dedicado à adoração de um deus, tinha uma altura de 90 metros. O relato narra que Deus confundiu a língua dos construtores que não conseguiram terminar a obra. Babel em hebraico significa: ‘confusão’, da raiz ‘balal’. Alguns querem ver, no nome Babel, uma interpretação menos antiga, ‘bab-el’ ou ‘Porta de Deus’. Essa torre, também, ficou conhecida como Etemenanki ou ‘casa do fundamento do céu e da terra’. Com a confusão das línguas, a torre jamais foi totalmente construída, porém a cidade posteriormente o foi. As torres construídas na Mesopotâmia receberíam o nome de zigurates, pois eram torres templos, isto é, serviam para adoração de deuses, portanto, eram torres religiosas. Hoje o que resta dela é apenas o contorno de uma enorme base de forma quadrada, junto ao rio Eufrates. Os erros, abominações e idolatria do paganismo, praticados em Babilônia, atravessaram os séculos e chegaram até os nossos dias, alguns um pouco modificados, outros adaptados ou dissimulados de uma ou de outra forma, no sincretismo encontrado nas religiões. O profeta Isaías, nos capítulos 13 e 47 do seu livro, falou antecipadamente da destruição deste reino. Jeremias complementou as profecias de destruição de Babilônia nos capítulos 50 e 51. Mais tarde, Deus escolhe uma família para formar o povo que seria o instrumento para trazer ao mundo o
MESSIAS prometido. Ele chama Abrão de Ur dos Caldeus. Este deixa a sua terra e sua parentela e torna-se um peregrino da fé, levantando altares a Deus por onde passava. Seguiu com Abrão seu sobrinho Ló, que veio a ser pai de duas nações: os amonitas e os moabitas. Quando Abrão saiu de Harã tinha 75 anos. Deus prometeu que ele teria um filho, o filho da promessa, e seria pai de numerosa nação, e nele seriam bendita todas as nações da terra. Abrão esperou 11 anos sem que a Palavra de Deus se cumprisse. Então, Sara, sua mulher, deixando de crer na promessa divina, entregou sua serva Hagar para coabitar com Abrão. Nasceu, assim, Ismael, que veio a ser pai de uma numerosa nação: o povo árabe, inimigo histórico do povo de Israel. Quando Abrão estava com 99 anos Deus lhe apareceu e ordenou-lhe que saísse de sua cabana e contasse as estrelas do céu. Então lhe disse que sua descendência seria tão numerosa quanto as estrelas do céu e a areia do mar, mas que sua posteridade seria escrava por um período de 430 anos. Deus muda o nome de Abrão para Abraão quando o filho da promessa ainda não havia nascido. Estava Abraão com 100 anos e sua mulher, Sara, com 90 anos quando Isaque nasceu. Isaque casou-se com Rebeca que era estéril. Depois de 20 anos de casados, Rebeca foi curada e nasceram-lhes dois filhos gêmeos: Esaú e Jacó. Esaú tornou-se pai dos edomitas. Jacó, que na sua conversão recebeu o nome de Israel, tornou-se pai dos israelitas. Jacó teve 12 filhos e uma filha. Por meio de José, o penúltimo filho, a família de Jacó mudou-se para o Egito com 70 pessoas. Lá, habitaram na região de Gósen, região fértil. Essas 70 pessoas se multiplicaram de forma espantosa. Depois de 400 anos no Egito, saem de lá sob a liderança de Moisés, com 600.000 homens, fora mulheres e crianças, ou seja, cerca de 2 milhões de pessoas. A peregrinação pelo deserto, rumo à Terra Prometida, que deveria ser feita em 3 meses, leva 40 anos por causa da incredulidade. Dos 12 espias que foram conhecer a Terra Prometida, 10 voltam com um relatório pessimista, e insuflam, e amotinam contra Deus e Moisés. Diante dos gigantes daquelas terras sentiram-se gafanhotos, e apequenaram-se duvidando do Poder de Deus. Então, Deus os castigou severamente, condenando todo aquele povo a perecer no deserto, permitindo que apenas Josué e Calebe, os espias crentes, entrassem na Terra Prometida. O povo de Israel andou em círculos no deserto durante 40 anos, um ano para cada dia em que espiou a Terra. No deserto, perecem toda aquela geração que saiu do Egito, exceto os dois homens que ousaram confiar em Deus, a despeito dos gigantes. Após 40 anos de peregrinação, temos 7 anos de conquista da Terra sob a liderança de Josué. Mas ainda muita Terra restou para ser conquistada. Josué, servo de Moisés, introduziu o povo na Terra Prometida por um chamado de Deus, e por uma capacitação extraordinária. Após a morte de Josué, inicia-se uma longa fase de 330 anos de governo teocrático, chamado:
PERÍODO DOS JUÍZES. Foi um tempo de grande instabilidade espiritual, e de altos e baixos na vida de Israel. Nos tempos dos juízes o povo fazia o que dava no coração. Por causa da dureza do coração do povo de Israel, este foi oprimido por muitos inimigos. Neste tempo, Deus levantou líderes de grande envergadura como Gideão, Jefté, Sansão e Samuel. Depois deste longo período veio uma nova fase:
O PERÍODO DA MONARQUIA. O povo de Israel, olhando para as nações vizinhas, pediu um rei. O povo não queria mais que Deus governasse sobre eles. Samuel, o último juiz, unge então a Saul como rei sobre Israel. Saul governou por 40 anos. Começa bem e termina mal. Abre as cortinas do seu governo com humildade mas depois rendeu-se à soberba, à crueldade e finalmente à rebeldia e à apostasia. Davi(1011 - 971 a.C) reina em seu lugar, também por 40 anos, transferindo a capital de Hebron para Jerusalém. Seu governo é bem sucedido. Davi fortaleceu seu reino e tornou-se o mais destacado rei de Israel, juntou fortunas, conquistou terras, venceu exércitos, andou com Deus. Foi um homem segundo o coração de Deus. Mesmo pecando gravemente contra Deus, contra a sua família, e contra o seu povo, arrependeu-se e foi perdoado por Deus. De sua linhagem veio o MESSIAS. Após sua morte, Salomão(971 - 931 a.C), seu filho, reina em seu lugar. Por 40 anos pediu a Deus sabedoria e Deus lhe deu sabedoria e riquezas.Tornou-se um homem notório em seu tempo. Edificou o Templo de Jerusalém e desfrutou de paz em seu governo. Por causa de suas muitas mulheres tem o coração corrompido, só na velhice Salomão volta-se para Deus e se arrepende de seus pecados. Assim, tivemos 120 anos de reino unido. Saul caiu nas malhas da feitiçaria, Davi no laço do adultério, e Salomão nas garras da idolatria. Deus atendeu ao desejo do coração do povo dando reis, mas o povo teve de sofrer as consequências dessa insensata escolha. Após a morte de Salomão o reino foi dividido porque seu filho recusou-se a levar em conta o clamor do povo para aliviar os impostos abusivos. A pompa, o fausto e o luxo do governo salomônico era sustentado pelos braços dos trabalhadores. Eles, estrangulados por impostos escorchantes, aproveitaram a transição de governo para reivindicar as mudanças. Como não lograram êxito, não puderam caminhar com o novo rei. Assim, 10 das 12 tribos conspiraram contra Roboão, e seguiram um novo líder: Jeroboão I(931 - 910 a.C), formando o reino do Norte, cuja capital veio a ser chamada de Samaria. O reino do Norte(931 - 723 a.C) durou 208 anos. Esse reino teve 19 reis, oriundos de 8 diferentes dinastias. Nenhum desses reis foi piedoso, todos desviaram-se de Deus e seguiram os caminhos de Jeroboão I. Este rei resolveu usar a religião por interesses políticos. Temendo que seus súditos buscassem Jerusalém, para adorar no Templo, e fossem, assim, atraídos politicamente pelos reis de Judá, Jeroboão I resolveu construir templos no reino do Norte: em Betel, Gilgal e Berseba. Neles colocou um bezerro de ouro e induziu o povo a adorá-lo como se fosse o próprio Deus. Todos os 19 reis do reino do Norte andaram por esse caminho. Todos foram ímpios e perversos, nenhum buscou a Deus. O Senhor levantou nesse tempo alguns profetas para denunciar o pecado dos reis, da nação, e dos profetas da conveniência, assim como dos sacerdotes subornados por dinheiro. Deus levantou neste tempo os profetas: Amós, Oséias e Miquéias. Corajosamente conflontaram os desvios da nação desde os palácios às choupanas, desde os templos rivais aos comércios, desde as ruas aos campos. Eles denunciaram a corrupção política e ergueram a voz contra a religião prostituída. Lançaram o libério acusatório de Deus contra os poderes executivo, legislativo e judiciário que se haviam corrompido. Denunciaram a injustiça social e a opressão econômica. Convocaram o povo ao arrependimento, mas suas mensagens caíram em ouvidos surdos. No reinado de Acabe(874 - 853 a.C), por intermédio de sua mulher, Jezabel, filha de Et-baal, rei de Tiro, foi disseminada em Israel a perniciosa crença em Baal, o deus cananeu da prosperidade. Neste tempo Deus levantou o profeta Elias para desmascarar esta divindade pagã e deitar por terra a credibilidade do ídolo abominável. Ainda neste reino Deus chamou Eliseu para substituir Elias e realizar um ministério prodigioso. Mas como Israel não quis ouvir a voz de Deus, o Senhor usou a vara, e trouxe a Assíria contra a nação de Israel. Oséias(732 - 723 a.C), foi o último rei de Israel. A Assíria foi a vara da ira de Deus contra Israel. Era um império expansionista, guerreiro e sanguinário. Sempre que dominava um povo, praticava barbárie e atrocidades contra os dominados. Normalmente ao entrar em uma cidade ou vila deixava os corpos mutilados, empilhando cabeças à porta das cidades conquistadas, expondo as pessoas à mais amarga ignomínia. Após levar o povo do Norte para o cativeiro, o rei Sargão II enviou à terra de Israel um misto de outros povos, formando ali uma grande mistura de raças. Ele sabia que a miscigenação racial enfraqueceria o potencial de resistência de um povo. Formou-se em Israel um povo híbrido chamado: samaritano, que veio a constituir-se um inimigo figadal do povo de Judá, o reino do Sul, composto pelas tribos de Benjamim e Judá. O reino do Sul teve 20 reis, sendo que vários foram piedosos como: Asa, Josafá, Ezequias, Jotão, Uzias, Joá e Josias. Sempre que um rei piedoso subia ao trono a nação prosperava e crescia econômica, moral, social e espiritualmente. No reino do Sul, para cumprir a profecia de que o MESSIAS viria da casa de Davi, governou apenas uma única dinastia. Para falar ao povo de Judá Deus levantou vários profetas como: Isaías, Miqueias, Joel, Sofonias e Jeremias.
O rei Ezequias(716 - 587 a.C) temeu ao Senhor, guardou seus preceitos. Realizou muitas obras e construções, bem como uma completa reforma religiosa no seu reino. Ao contrário de seu pai, o rei Acaz(736 - 716 a.C), que encheu Jerusalém de ídolos e idolatria, Ezequias derrubou os altos que haviam sido edificados por Salomão para adoração de deuses estranhos por influência de suas mulheres, e que permaneciam, ao que parece por conveniência ou medo, de rei anteriores, e que não haviam sido destruídos. Eram lugares de culto popular. Ezequias fez uma reforma que nenhum outro rei até então fizera. Quebrou a estátua de Azera, destruiu a serpente de cobre construída por Moisés, que até então era venerada diante da qual queimaram incenso. Mandou Ezequias reparar as portas do Templo. convocou os sacerdotes levitas para uma reconsagração e purificação do Templo. Foi renovado o concerto com Deus. Do pátio do Templo foram retiradas todas as imundícies e lançadas fora no ribeiro de Cedron. Após a limpeza e purificação, ajuntou os principes e foi ao Templo para oferecer sacrifícios e holocausto pelo santuário, pelo reino e pela expiação dos pecados de todo Israel. Ele estabeleceu os serviços na casa do Senhor com holocaustos, cânticos de louvor com instrumentos musicais, e com salmos. Convocou também Ezequias todo o povo para celebrar a Páscoa em Jerusalém. Após esta celebração, o povo em todo Judá derrubou e quebrou obeliscos, pilares, ídolos, cortou os bosques, derrubou os altos onde se adoravam ídolos, destruindo assim todo resquício de idolatria. No Templo, os sacrifícios contínuos da manhã e da tarde foram restabelecidos, e as turmas dos sacerdotes e levitas encarregados das festas solenes ao Senhor foram restauradas. Ordenou ainda Ezequias que se devolvessem os dízimos para que nada faltasse na casa do Senhor, bem como as ofertas voluntárias e alçadas, as primícias do campo(trigo, azeite e mel) e do gado para o Senhor. Assim, o Templo que ficára fechado por certo período antes de seu reinado, agora foi purificado, os ofícios e preceitos restaurados e as portas novamente abertas aos fiéis para adoração a Deus e celebração das festas solenes ao Senhor, segundo a vontade divina.. Ezequias rebelou-se contra o rei da Assíria e não o serviu. No 14º ano de seu reinado, Senaquerib, rei da Assíria, invadiu Judá e tomou as cidades fortificadas. Ezequias enviou mensageiros com ouro e prata tirados do Templo para dar a Senaquerib, procurando assim aplacar sua ira e demonstrar submissão. Foi-lhe imposto um tributo de 300 talentos de prata e 30 de ouro. Entretanto, o rei da Assíria, ainda insatisfeito, desejou ocupar Jerusalém. Uma embaixada foi enviada a Jerusalém e, no diálogo fora dos muros da cidade, Deus foi publicamente afrontado e vilipendiado por Rabsaqué, chefe da delegação. Ezequias, ao saber do ocorrido, rasgou suas vestes, cobriu-se com saco e entrou no Templo do Senhor para orar. Havendo a embaixada regressado à Assíria, foi novamente enviada a Jerusalém por Senaquerib com cartas que continham suas exigências e ameaças, sendo mais uma vez afrontado publicamente o nome de Deus. Após leitura das cartas, subiu Ezequias à casa do Senhor, colocando-as diante de Deus, orando e pedindo proteção para o povo e para a cidade de Jerusalém, ante o perigo que os ameaçava. Deus respondeu a Ezequias através do profeta Isaías. Is.37:34,37 ‘Pelo caminho por onde veio, por ele voltará não entrará nesta cidade … voltará para a sua terra e na sua terra fá-lo-ei cair morto.’ Naquela noite, o anjo do Senhor feriu no arraial do assírios 185 mil homens; ao levantarem-se pela manhã cedo, os soldados viram que todos eram cadáveres. Deus operou de maneira extraordinária e maravilhosa, respondendo às orações do seu servo(II Reis 19), Em seguida, voltou Senaquerib para sua terra, onde foi assassinado por dois dos seus filhos quando adorava seu deus.
Ligado ao nome de Ezequias existe uma obra de arte de tecnologia avançada para o seu tempo, por ele realizada. Trata-se do Túnel de Ezequias, também conhecido como Túnel de Siloé um aqueduto escavado na rocha calcária, que ele mandou construir para levar água da fonte Gion, situada no vale de Cedron, fora dos muros da cidade de Jerusalém, para um tanque de piscina dentro da cidade, chamado tanque de Siloé, no vale de Cedron. Este aqueduto, até os dias atuais, tem transportado água para Jerusalém. Tem um comprimento de cerca de 500 metros com percurso sinuoso. Alguns estudiosos creem que a forma sinuosa do túnel deveu-se aos cuidados dos construtores de contornarem os túmulos de Davi,de seus descendentes e familiares.
Dentre os reis de Judá, outro, além de Ezequias, que se destacou por realizar reformas religiosas, foi Josias(640 - 608 a.C). Josias reinou 31 anos em Jerusalém. Subiu ao trono com apenas 8 anos de idade após o assassinato de seu pai Amon(642 - 640 a.C).
Judá, a exemplo de Israel, também se corrompeu profundamente, não dando ouvidos à voz de Deus. Então, de igual forma, Deus os disciplinou e enviou o exército babilônico, entregando-os nas mãos de seus inimigos, conforme foi profetizado em Miquéias 3:12 - Jeremias 26:18 . O povo de Judá foi levado ao cativeiro babilônico. Judá, o reino do Sul(931 - 586 a.C), tinha durado 345 anos. Depois de duas investidas, Nabucodonosor invadiu Jerusalém, destruiu seu glorioso Templo, e levou o povo para o cativeiro, deixando a cidade sob um tremendo opróbrio. O povo ficou no cativeiro durante 70 anos, conforme profecia dada por Deus ao profeta Jeremias. No período do cativeiro Deus levantou os profetas Jeremias, Ezequiel e Daniel. Nesse período o povo foi purificado da idolatria e surgiram as sinagogas. Após o tempo determinado por Deus o povo de Judá voltou à sua terra. Nesse tempo, ou seja, a Babilônia já havia caído nas mãos do império medo-persa, Ciro, anunciado por Deus 200 anos antes de nascer, liberta o povo judeu e abre as portas para o seu retorno à terra de Canaã. O povo volta em três turnos: sob a liderança de Zorobabel para a reconstrução do Templo, sob a liderança de Esdras para o ensino da Lei, e sob a liderança de Neemias para a reconstrução dos muros e a reestruturação política e espiritual do povo. Logo que chegou do cativeiro e deu início à reconstrução do Templo o povo judeu começou a enfrentar problemas. Primeiro, os samaritanos astuciosamente quiseram unir-se a eles na obra a fim de desestabilizá-los. Como a proposta da parceria foi rejeitada, os samaritanos, numa segunda etapa, começaram a ameaçá-los. A seguir, os samaritanos escreveram uma carta ao rei Artaxerxes acusando os judeus de conspiração contra o reino medo-persa. Em face dessa nefasta perseguição a obra do Templo foi paralisada por uns 20 anos. Nesse período o povo relaxou no seu zelo pela casa de Deus e começou a voltar-se para seus próprios negócios, construindo e embelezando suas próprias casas, em detrimento da casa de Deus que estava em ruínas. Nessa época Deus levantou os profetas Ageu e Zacarias para chamar o povo ao arrependimento. A mensagem desses profetas surtiu efeito rápido e profundo, o povo se arrependeu e voltou com entusiasmo para concluir a reconstrução do Templo. Houve, então, grande despertamento espiritual, um concerto nas famílias e no sacerdócio, e uma volta de todo o coração para Deus. Cerca de 100 anos se passaram e uma nova geração se levantou. Agora, o povo continuava indo ao Templo, fazendo seus sacrifícios, mas não honrava mais a Deus. Eles ofereciam a Deus, em holocausto, animais cegos, doentes e aleijados, desprezavam a mesa do Senhor considerando-a imunda. Os sacerdotes se corromperam e deixaram de ensinar a Palavra de Deus ao povo. A família foi profundamente afetada, os casamentos começaram a desmoronar terminando em divórcio. O povo não acreditava mais que Deus fosse julgá-los, por isso relaxou na devolução dos dízimos. Embora continuasse a frequentar o Templo, estava longe de Deus. Nesse tempo, Deus levantou Malaquias para chamar o povo ao arrependimento. Assim, encerrou-se o Antigo Testamento 400 anos antes de Cristo. Decorreram 400 anos entre o último livro do Antigo Testamento, que é o livro do profeta Malaquias e o primeiro livro do Novo Testamento. Esse período é chamado:
PERÍODO INTERBÍBLICO ou PERÍODO DO SILÊNCIO PROFÉTICO. Nesse tempo, foram escritos os livros históricos, religiosos, não-canônicos(apócrifos). Também foi traduzido o Antigo Testamento do hebraico para o grego, dando à luz a famosa Septuaginta. O império medo-persa caiu nas mãos do império grego. Alexandre, o grande, depois de conquistar nações e reinos, morreu precocemente aos 33 anos, chorando por não ter mais terras para conquistar. Ele expandiu poderosamente seu império, disseminando a cultura helênica e a língua grega, tão útil mais tarde para a divulgação rápida e sem fronteiras do Evangelho. Com a morte de Alexandre, o reino caiu nas mãos de 4 generais. Importa ressaltar aqui o domínio dos ptolomeus egípcios e dos selêucidas sírios que viveram sempre em conflito. Israel, foi, ora dominado por um, ora por outro. Nessa época, Antíoco Epifânio ultraja os judeus sacrificando um suíno no Altar do Templo em Jerusalém, o que era uma abominação para eles. Esse fato deu início à guerra dos macabeus(asmoneus), vencida por Judas Macabeu, depois de muito sangue derramado. Mais tarde, no ano 63 antes de Cristo, Pompeu conquistou Jerusalém e os romanos começaram a dominar Jerusalém.
Antípatro, da família Edomita, prosperou na corte dos últimos soberanos asmoneus. Foi posto por Pompeu como procurador da Palestina no ano 67 a.C. Depois de sua morte, seu filho, Herodes I, o grande, reinou em seu lugar. Herodes foi um grande administrador. Ele ampliou e embelezou o Templo de Jerusalém, construiu o porto de Cesareia, abrindo comércio internacional e facilitando as viagens dos missionários para o mundo. Construiu a Fortaleza de Massada e muitos palácios e fortalezas. Porém, Herodes era um homem inseguro e violento. O medo de perder o trono o atormentou durante toda a sua vida. Casou-se 10 vezes, teve muitos filhos. Quando casou-se com Mariana, princesa asmoniana, mandou matar todos os nobres de sua família, com medo de perder seu trono. A pedido de sua sogra, nomeou Aristóbulo III, seu sobrinho, com apenas 17 anos de idade, como sumo-sacerdote de Jerusalém. Mais tarde, ao ver que este conquistava a simpatia do povo, mandou matá-lo. Sua sogra, com medo, fugiu para o Egito. Mas Herodes mandou seus emissários atrás dela para matá-la. Mandou matar seu irmão Feroras. Mandou matar seu filho Antipater, da união com a esposa Doris, mandou matar seu cunhado Kostobar. Mandou matar o velho Hircano II. Mandou matar José, seu tio e cunhado. Mandou matar Aristóbulo e seus 2 filhos, Matatias Antígono e Alexandre. Mandou queimar vivos os 2 revoltosos que retiraram do Templo a figura de uma águia que mandara ali colocar. Mandou matar 40 revoltosos. César Augusto o chamou a Roma por causa de suas atrocidades. Antes de ir, porém, mandou matar sua mulher Mariana, com receio de que ela conspirasse contra ele em sua ausência, e por acusação de adultério. É de Augusto a frase: ‘É mais proveitoso ser um porco que ser filho de Herodes.’ Se referindo ao fato de os judeus não criarem, matarem ou comerem carne de porcos, porém, Herodes matava seus filhos e familiares. Mais tarde, enviou dois de seus filhos a Roma para estudarem. Sua irmã Salomé insinuou que eles voltariam mais preparados para assumir o trono. Herodes não hesitou, mandou estrangular seus dois filhos. Antes de morrer, fez sua irmã Salomé jurar que mataria pelo menos um nobre de cada família de Jerusalém, porque queria choro em seu funeral. Esse foi o homem que ficou alarmado quando soube pelos magos que um MENINO havia nascido em Belém da Judéia, para ser o rei de Israel, e então mandou matar as crianças de até 2 anos em Belém, e arredores, com o intento de eliminar o Messias.(Mateus 2:7,8,16). Depois que Herodes morreu por volta do ano 4 antes de Cristo, seu reino foi dividido entre 4 de seus filhos: Arquelau, um dos filhos de Herodes, reinava sobre a Judéia, Samaria e Edom. Este foi um péssimo rei, os judeus, ao final pediram aos romanos que o tirassem do cargo. Roma, preocupada com os constantes problemas na Judéia, instalou ali um procurador ou governador romano. Foi assim que os romanos começaram a governar diretamente a Judéia. Nesse momento, Pilatos era o governador. Essa catastrófica situação estatal e política em que o povo eleito de Deus se encontrava sob o odioso poderio herodianos*, e a mercê da escravidão do domínio dos romanos, fez com que se manifestasse como nunca antes uma esperança política pelo MESSIAS. Um grito de libertação e redenção da servidão ímpia.
* Herodes Antipas - Filho de Herodes I. Desposou a filha do rei Nabateu, Aretas IV. Enamorou-se por sua sobrinha e cunhada Herodias, esposa de seu irmão Herodes Filipe. João Batista, que o censurava pelo incesto, foi por suas ordens decapitado, no triste episódio da dança de Salomé, filha de Herodias(Mateus 14:3-11). Jesus chamou-lhe de raposa(Lucas 13:31,32). Encontrava-se em Jerusalém quando do julgamento de Jesus(Lucas 23:4-12). Construiu a cidade de Tiberíades, em homenagem a Tibério. Herodes Antipas foi acusado de conspiração com os partos, sendo desterrado por Calígula, para a Gália, juntamente com Herodias, onde faleceu.
* Herodes Filipe - Era filho do rei Herodes I com Cleópatra de Jerusalém. Casou com sua sobrinha Salomé, filha de Herodias com seu irmão Felipo. Governou de 4 a.C à 34 d.C. Reconstruiu a cidade de Paneas, conhecida como, ‘Cesareia de Filipe’. É mencionado em Lucas 3:1. Pareceu que Filipe ficou esquecido por Herode I, ainda mais que quem possuía vínculos diretos e indiretos com a família de Mariana caia em desgraça. O certo é que Herodes Filipe foi mandado para Roma, junto com a esposa, numa espécie de exílio dourado, onde viveu todo o resto de sua vida, em quase absoluta obscuridade. Aliás, ele já estava na capital do império quando seu meio-irmão, Herodes Antipas, o visitou e acabou se envolvendo com Herodias, que não relutou em deixar o marido para viver com o Tetrarca, levando consigo a filha do casal, Salomé. É desconhecido o que aconteceu com Herodes Filipe após esse episódio. Não se sabe se voltou a casar-se e se teve outros filhos.
* Herodes Agripa I - Era filho de Aristóbulo, filho do rei Herodes I, com Mariana. Governou de 37 à 44 d.C. Mandou matar o apóstolo Tiago(Atos 12:1,2). Mandou prender o apóstolo Pedro(Atos 12:3). Agripa morreu discursando em Cesareia ao ser ferido por um anjo do Senhor. (Atos 12:20-23).
* Herodes Agripa II - Era flho de Agripa I. Apóstolo Paulo apresenta sua defesa no discurso perante Agripa II, sua irmã Berenice e Festo(Atos 25 a 26:32). Agripa II viveu maritalmente com sua irmã Berenice, esposa de Herodes de Cálcis, seu tio. Berenice teve relação com Tito na Palestina, e depois em Roma. Berenice era julgada naqueles tempos de costumes depravados, como mulher sem princípios de moralidade. O ter aparecido na presença de Paulo foi um caso interessante, porque o apóstolo já tinha pregado a respeito do pecado e do juízo vindouro diante da sua adúltera irmã Drusila(Atos 24:24,25). Agripa II morreu no ano 100 d.C, em Roma.
Links:
https://www.adventist.org/pt-br/em-que-os-adventistas-do-setimo-dia-acreditam/
ttps://centrowhite.org.br/downloads/audiobooks/o-desejado-de-todas-as-nacoes/
https://consultoriadoutrinaria.blogspot.com/
http://consultadapalavra.blogspot.com/
https://youtu.be/l8VyLqdq1U8?si=97RSkL5aIA12swSb
https://youtu.be/d8zvyOi-2jI? si=bXql_Z_z1Hai_tlD
https://www.youtube.com/watch?v=AoLfdfB36ww
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